quarta-feira, 20 de outubro de 2010

ETERNA BUSCA!


Revejo as horas.

Os ponteiros do relógio
parecem ter adormecido
em um coma profundo.

Caminho perdida, entre as folhas
brancas dos meus pensamentos
que nem eu própria consigo
entender.

Sinto que falta-me algo,
mas não sei bem o quê.

É um nada em tantas linhas,
com o significado da
existência do não
existir.

O nada é ôco como uma casca
de noz, tênue como a asa
da borboleta.

A realidade passa ao meu
lado, e eu estremeço!

Vejo-a e quase a alcanço.

E no entanto, recuo, deixando
que a alma decida.

Só ela conhece os caminhos
secretos da minha vida!

Revejo as horas nesta breve passagem,
efêmera passagem num tempo
sem tempo
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