domingo, 13 de dezembro de 2015

sábado, 12 de dezembro de 2015

SÓ TU - PAULO SETÚBAL

Dos lábios que me beijaram,
Dos braços que me abraçaram,
Já não me lembro, nem sei...
São tantas as que me amaram!
São tantas que eu amei!
Mas tu que rude contraste!
Tu, que jamais me beijaste,
Tu, que jamais abracei,
Só tu, nest´alma, ficaste,
De todas as que eu amei..

BRUNO & MARRONE! TE AMO TANTO..wmv

sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

domingo, 6 de dezembro de 2015

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

UMA AMOR DE BOLERO



- Me abrace forte... Assim... Gostoso!... Como é próprio dessa dança que você mais gosta...
- Um bolero lento...
- Sim, um abraço de bolero, digamos, inocente... - diz achando graça do que diz.

Os pés nem se mexem, só as pernas que se tocam entremeadas. E um abre a boca pra dizer algo, mas não diz porque a música está um pouco alta, e o outro com o rosto colado pergunta:

- Que disse?
- Nada...
- Que ia dizer? .
- Só pensei...
- Que foi que pensou?
- Nada...
- Parece que ouvi...
- Acho que foi a música.
- Que música?
- Da minha alma – responde rindo.
- Mas eu ouvi...
- É o eco do meu coração, querida.
- Que é isso?
- Uma voz que ressoa na alma.
- Mas eu ouvi...
- É, quando o abraço é de alma ouve-se a voz do coração...
- Abraço de quê? Desculpe, a música está alta...
- Nada. Deixa pra lá, depois eu explico.

Dançam mais um pouco e a música pára, mas eles nem notam e continuam abraçados de olhos fechados no meio do salão.

- Está vendo o que está acontecendo ao redor?...
- Que é que está acontecendo?
- Já há muito que o bolero acabou e só nós estamos abraçados no meio do salão...
- Como se mais ninguém existisse no mundo...
- Não existe mesmo mais ninguém...
- Só nós...

Os dois estavam parados no meio do salão...
Finalmente olham meio envergonhados e vêem que todos os vêem assim parados.
Mas ouve-se um aplauso. E todos sem exceção batem palmas porque não há quem não se dobre diante de um encanto desses...

© Adelmario Sampaio © 2004

(Presente da Aurea)

segunda-feira, 31 de agosto de 2015

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

POEMA DE ZEZÉ DI CAMARGO PARA O PAI DE CRISTIANO ARAÚJO.

"Hoje eu parei pra pensar
Parei pra olhar meu pai
Fazia tempo que o tempo
Não me permitia te olhar
Olhei bem no seu rosto
As marcas que anos deixaram
E vi a verdade e o amor
Quando seus olhos me olharam
No corpo o cansaço dos anos
Mudaram mto meu pai
Mas aquela luz q me guia
Não me deixou nunca mais
Amo ver seus passos lentos
Vindo em minha direção
Pai, ainda dependo, do apoio de suas mãos
João nome bendito
Um dos apóstolos de Deus
Homem de jeito antigo
Que já não fabricam mais
Honestidade q o tempo deixou esquecida lá atrás
Herdei de vc a coragem
Coragem de acreditar
Herdei de vc o direito
Direito de um homem sonhar
Herdei de vc quase tudo
Tudo q me faz ser o q sou
Por mais q eu faça o melhor
Ao longo da vida q vai
Eu nunca vou ter a grandeza
A sua grandeza meu pai"
By Zz di Camargo

Cristiano Araújo - Mais Uma Vez Música Inédita ( Lançamento 2015)

sexta-feira, 15 de maio de 2015

SENTAR A JANELA

O jovem advogado, certo dia, deu-se conta de como as pequenas coisas são importantes na vida, e escreveu o seguinte:
Era criança quando, pela primeira vez, entrei em um avião. A ansiedade de voar era enorme.
Eu queria me sentar ao lado da janela de qualquer jeito, acompanhar o vôo desde o primeiro momento e sentir o avião correndo na pista cada vez mais rápido até a decolagem.
Ao olhar pela janela via, sem palavras, o avião rompendo as nuvens, chegando ao céu azul. Tudo era novidade e fantasia.

Cresci, me formei, e comecei a trabalhar. No meu trabalho, desde o início, voar era uma necessidade constante.

As reuniões em outras cidades e a correria me obrigavam, às vezes, a estar em dois lugares num mesmo dia.

No início pedia sempre poltronas ao lado da janela, e, ainda com olhos de menino, fitava as nuvens, curtia a viagem, e nem me incomodava de esperar um pouco mais para sair do avião, pegar a bagagem, coisa e tal.

O tempo foi passando, a correria aumentando, e já não fazia questão de me sentar à janela, nem mesmo de ver as nuvens, o sol, as cidades abaixo, o mar ou qualquer paisagem que fosse.

Perdi o encanto. Pensava somente em chegar e sair, me acomodar rápido e sair rápido.

As poltronas do corredor agora eram exigência. Mais fáceis para sair sem ter que esperar ninguém, sempre e sempre preocupado com a hora, com o compromisso, com tudo, menos com a viagem, com a paisagem, comigo mesmo.

Por um desses maravilhosos “acasos” do destino, estava eu louco para voltar de São Paulo numa tarde chuvosa, precisando chegar em Curitiba o mais rápido possível.
O vôo estava lotado e o único lugar disponível era uma janela, na última poltrona. Sem pensar concordei de imediato, peguei meu bilhete e fui para o embarque.
Embarquei no avião, me acomodei na poltrona indicada: a janela. Janela que há muito eu não via, ou melhor, pela qual já não me preocupava em olhar.
E, num rompante, assim que o avião decolou, lembrei-me da primeira vez que voara. Senti novamente e estranhamente aquela ansiedade, aquele frio na barriga. Olhava o avião rompendo as nuvens escuras até que, tendo passado pela chuva, apareceu o céu.


Era de um azul tão lindo como jamais tinha visto. E também o sol, que brilhava como se tivesse acabado de nascer.
Naquele instante, em que voltei a ser criança, percebi que estava deixando de viver um pouco a cada viagem em que desprezava aquela vista.

Pensei comigo mesmo: será que em relação às outras coisas da minha vida eu também não havia deixado de me sentar à janela, como, por exemplo, olhar pela janela das minhas amizades, do meu casamento, do meu trabalho e convívio pessoal?

Creio que aos poucos, e mesmo sem perceber, deixamos de olhar pela janela da nossa vida.
A vida também é uma viagem e se não nos sentarmos à janela, perdemos o que há de melhor: as paisagens, que são nossos amores, alegrias, tristezas, enfim, tudo o que nos mantém vivos.


Se viajarmos somente na poltrona do corredor, com pressa de chegar, sabe-se lá aonde, perderemos a oportunidade de apreciar as belezas que a viagem nos oferece.
Ademais, pode ser que ao descer do avião da vida já não encontremos ninguém a nossa espera.

Pense nisso

segunda-feira, 4 de maio de 2015

domingo, 5 de abril de 2015

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

SER SÓ

"Ser Só"

Se estas só não fiques triste,
Da ouvidos à solidão e fala com o outro lado de ti,
Ficarás assim em presençaa do teu maior amigo.
Aquele ser invisivel a quem pedes conselhos,
Com quem dialogas em pensamento,
A quem pedes compreensão para contigo.
Vais descobrir coisas lindas todos os dias,
Vais com ele até à tua infância,
Com ele, vais em busca do futuro,
Com ele dividirás tristezas e alegrias,
Com ele descobrirás a tolerância,
Com ele navegas pelo seguro.
Estavas só e triste,
Mas um novo aliado já descobriste.
Sê forte e continua as tuas descobertas,
Agora na outra face do teu ser,
Aqui há também um inimigo,
O que te tira o sono,
O que te tira o prazer.
Mas ouve-o, escuta-o com atenção,
Ele tem coisas para te dizer.
Coisas más, por certo,
Coisas terríveis, às vezes,
Mas não fiques triste,
Mantem o teu espírito aberto.
Este inimigo vai-te tentando,
Vai-te obrigando a fazer o que tu não queres,
Vai estar contra o teu amigo também,
Mas... luta, luta porque vale a pena.
São duas forças contra uma,
A tua e a do teu amigo,
São dois contra o exterminador.
Mas uma batalha perdida
Não significa perder a guerra,
Se tudo for feito com amor.
Como vês, não estas só!
Se não estas só, não podes estar triste.
Então abre o teu espírito à convivência,
Continua a dialogar contigo próprio,
Um dia sorrirás de alegria,
Quando olhares à volta do teu "EU"
E vires uma imensa multidão
Que te dá vivas e te adora.
Se estás só, não fiques triste,
Porque afinal a maior tristeza
É a de pensar que estás só.
Não tens razão para estar triste,
Porque afinal a palavra SÓ não existe

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

SAUDADES DO MEU AMOR

SAUDADE

LUA CHEIA

Quando o céu todo se enfeita.
Para uma paz satisfeita
E o mundo inteiro se deita
Nos braços da escuridão,
Aparece a lua cheia,
A fulgurante candeia
Que pelo espaço vagueia,
Clareando a imensidão!

Sutil e cariciosa,
Dentro da nuvem garbosa,
Ela se eleva ditosa,
Num soberbo alumbramento!
É o espelho da beleza,
Refletindo a natureza,
No seu trono de princesa
Do salão do firmamento!

O céu – lindos alabastros!
Vive marcado de rastros
Da enamorada dos astros
E poetisa do azul!
Quando ela passa sombria,
Distribuindo alegria
E recitando poesia
Para o Cruzeiro do Sul!

E na sua claridade
Que há tanta serenidade,
Existe a sublimidade
Da transparência de um véu...
A lua que algo retrata,
Jogando luz sobre a mata,
Parece um olho de prata
No rosto imenso do céu!

JANSEN FILHO

QUEM SABE UM DIA - MARIO QUINTANA

Quem Sabe um Dia
Quem sabe um dia
Quem sabe um seremos
Quem sabe um viveremos
Quem sabe um morreremos!

Quem é que
Quem é macho
Quem é fêmea
Quem é humano, apenas!

Sabe amar
Sabe de mim e de si
Sabe de nós
Sabe ser um!

Um dia
Um mês
Um ano
Um(a) vida!

Sentir primeiro, pensar depois
Perdoar primeiro, julgar depois
Amar primeiro, educar depois
Esquecer primeiro, aprender depois

Libertar primeiro, ensinar depois
Alimentar primeiro, cantar depois

Possuir primeiro, contemplar depois
Agir primeiro, julgar depois

Navegar primeiro, aportar depois
Viver primeiro, morrer depois
Mario Quintana