quarta-feira, 29 de setembro de 2010

SOLIDÃO


A minha solidão, não é só minha;
Por este mundo afora,
quem, hoje, não estará sofrendo,
porque seu amor foi embora.

Quantas vezes eu chorei,
ao me olhar no espelho,
nos olhos, profundas olheiras,
o cabelo desgrenhado,
em cada canto da casa,
um objeto jogado.

Desde que ele se foi,
só vivo de minhas lembranças,
daquele modo gentil,
com que ele me tratava,
seu carinho, os seus beijos,
que causavam emoção,
felicidade, alegria.

Nós nunca soubemos,
porque tudo terminou.
Uma palavra mal colocada,
uma resposta mais áspera,
sem pedidos de desculpas,
e, de repente,
tudo se acabou.

Ele partiu, nada mais disse,
e, eu, sem dar o braço a torcer,
aceitei passivamente.

E aqui fiquei, que tristeza,
no mais completo silencio,
nesta casa, solitária,
sem ter alguém,
com quem pudesse chorar.

Que falta eu sinto dele,
de um calor que me aqueça,
de uma palavra amiga,
que me dê conforto e paz.

É por isso que eu agora,
tomei coragem e liguei.
Minha voz estava trêmula,
o coração disparava,
enquanto que para ele
do meu amor eu falava.

E ele, silencioso, escutava,
só lhe ouvia a respiração.
Foi quando eu fiz uma pausa,
perguntando: o que diz ?

E, ele, para minha surpresa,
revelou de uma só vez,
que o amor ainda é grande,
a saudade bem maior,
e continua apaixonado.

Marcando o dia da volta,
numa data especial.
Nós estaremos de novo juntos
no dia dos Namorados.



(Autor : José Maciel)
Rio, 28-05-2002
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