domingo, 29 de junho de 2008

QUE PENA


Que pena! Chegaste tão tarde, amor!
Agora que nossos corpos já estão cansados,
Nossos olhos turvos, obscurecidos,
Nossos sonhos, desbotados, já esmaecidos!

Que pena! Chegaste tão tarde, amor!
Já nem sei se te reconhece o meu coração,
Nem se bate por ti descompassado,
Acostumado que estava a pulsar por ti, em vão!

Que pena! Chegaste tão tarde, amor!
Demoraste tanto a perceber que me amavas,
E ao ver-te agora, dou-me conta
Que morri aos poucos enquanto te esperava
Deste nosso amor nada mais restou,
Nada!

© Fátima Irene Pinto
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