sábado, 10 de maio de 2008

DO AMOR, ETERNO AMOR

Não tenha vergonha de declarar o seu amor,
nem medo de vivê-lo intensamente,
ainda que no passado uma dor tenha machucado tanto,
que uma barreira invisível,
acabou separando você e o seu coração.

Nem tenha medo de parecer tolo,
ao se pegar sonhando em pé,
lembrando um doce momento,
nem se pegue assustado na fidelidade,
amor é assim mesmo,
quando é amor não tem espaço para mais um.

Quando estiverem longe,
não se desespere com a saudade,
a saudade é a certeza de que temos alguém em algum lugar,
para lembrar e ser lembrado,
amar e ser amado,
voltar e reencontrar...

Não esconda as lágrimas,
ao ouvir aquela música no rádio,
que marcou tantos momentos,
nem se envergonhe delas.
Deixe-as expressar a ternura,
lavando o coração e alimentando a esperança.

E quando se encontrarem, fale do seu dia,
mas saiba ouvir, e quando ouvir, ouça atentamente,
e quando for gentil, seja doce,
e quando faltarem palavras,
deixem os olhos falarem,
eles não escondem nada,
declaram tudo sem nenhum som,
e se os lábios se colarem,
e se o coração disparar demais,
ainda assim, deixe o amor extravasar,
vazando pelas gotas de suor que une os corpos,
amor não se gasta, se basta.

E se um dia, você não souber expressar esse amor,
peça ao vento que leve carícia aos cabelos da pessoa amada,
que os pássaros levem melodias delicadas,
que o mar em sua força possa beijar os seus pés com suavidade,
e toda a natureza, que é criação divina e fruto do amor,
leve um grito da sua alma apaixonada:
eu te amo,
e traga de volta no eco da emoção de alguém:
eu também...

Autor: Paulo Roberto Gaefke
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