sexta-feira, 1 de agosto de 2008

LEMBRANÇAS DO PRIMEIRO AMOR



 O amor do meu tempo era um amor diferente...
Não era um sentimento de "ficar", era de "estar"... sem preocupações de que o amanha viria.
Não havia esse medo de envolvimento. Havia apenas o "sentir" absoluto em todas suas formas.

Tive meu primeiro namorado com 19 anos. Digo, o "real" namorado mesmo, aquele de marcar encontro, de sair, ir ao cinema, de falar ao telefone por horas.
O primeiro dia dos namorados que passamos juntos, ele veio com uma enorme caixa... dentro tinha uma flor branca (somente uma), e um vidrinho de perfume pequeno (que mais tarde soube ter sido roubado de sua tia). Valeu o roubo. O perfume era francês e inesquecível.

Com ele tive meu primeiro beijo, que na verdade, não foi tão marcante assim. Talvez porque eu não tivesse por ele um verdadeiro sentimento de um primeiro amor.

Meu primeiro amor eu tive com 21 anos.
Encontrei-o num Baile. Cabelos claros, um sorriso iluminado, aproximou-se de mim e me tirou para dançar. Eu estava com um vestido verde comprido de cetim. Lembro que ele me apelidou de "Princesa de Verde"...
Com ele tive dias sucessivos de emoções. Talvez porque dentro de mim eu o via como aquele Príncipe Encantado que temos na imaginação.
Mas ele era diferente. Muito diferente dos tradicionais. Sempre dizia frases inesperadas, e fazia a vida nada rotineira.
Muito inteligente, sensível, mas uma sensibilidade diferente. Não gostava muito de mostra-la em palavras. Mas seus gestos sempre diziam.
Foi um namoro assim de "idas" e "vindas", mas com momentos muito intensos.
Embora eu tivesse 21 anos na época, eu era muito inocente. Sempre estava a beber suas palavras e a fazer poesias. A sonhar com o próximo encontro.

Não me lembro especialmente de nenhum dia dos namorados com ele. Mas posso dizer que todos os dias que ficamos juntos foi de uma surpresa inusitada, e para mim, um sentimento único, que hoje se tornou uma bonita recordação.
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