sexta-feira, 29 de novembro de 2013

E
stava escrito que os teus olhos
não veriam os meus olhos....
que a minha alma não seria a tua gêmea,
que o teu ombro não descansaria
o meu cansaço
e a tua casa não teria portas para mim...
Estava escrito que os teus beijos
não me beijariam com ternura,
que o teu coração não poderia
ser o meu abrigo,
que a tua imagem seria sempre
esta mítica lenda
e a tua presença, apenas utopia...

Estava escrito que os meus sonhos
reais nunca seriam...
que a tua lembrança guardada ficaria
como rara jóia...
que os meus passos se apressariam
para ti
e que os rejeitariam os teus
como corpos que se repelem...
Estava escrito, enfim,
que a despeito de tudo o que sonhei
e senti e amei por ti
nossos caminhos seguiriam eternamente
como paralelas linhas:
estejam próximas ou distantes,
por curto trecho ou
longa caminhada,
jamais haverão de no espaço
se encontrar...

Maktub!
Maria Tereza
Direitos Autorais Reservados

ESTES DIAS.............

E
stes dias tenho pensando em absolutamente tudo, e nada, do que não foi e nunca será. Estes dias tenho me entregando aos momentos cintilantes que ainda posso viver - fora do estado de vigília - a história da minha vida. "Eu escolhi escolher ser escolhida". Mas talvez eu tenha pecado na noite em que me entreguei a uma fantasia vaga, e quase material, de que era absolutamente possível viver todas as delicadas nuances da vida e suas infinitas possibilidades. Eu sei que errei quando eu quis estar “no teu lugar” e “ser você” para sempre, posto que a única certeza é a da incerteza. Não se pode prometer nada acerca do futuro, eu sei, mas não sei viver sem a falsa segurança que as promessas trazem. Não suportaria acordar sem ter a “certeza” da eternidade das coisas, ainda que a inexorável realidade traga abaixo todos os castelos de areia, a cada nova lua que se inicia. Não saberia viver sem estar parte da minha existência no meu passado - no único lugar que posso ‘ser’ e ‘estar’ ao mesmo tempo dentro de mim. Nada pode tirar tudo o que já me foi dado, o presente é inapreensível justamente porque não pode ser rememorado e, ainda que seja o único momento real da nossa existência, é absurdamente inalcançável, chega a ser delirante querer entender este 'estado'. O futuro não existe, nunca existiu e nunca existirá, ele é hoje apenas uma ilusão do que queremos um dia lembrar!


A vida é, na verdade, um grande oceano de lembranças que navegam em nossas memórias. E nestas memórias eu tenho o abraço forte do meu pai, sorridente e lúcido, me levando para conhecer o mundo através da sua sabedoria peculiar. Nesta lembrança eu tenho a sua mão me acenando com todo amor e paciência do mundo “calma, você vai conseguir, confia!”. Nesta lembrança eu tenho a certeza da sua imortalidade, da sua jovialidade contagiante. Nesta lembrança eu tenho o rosto angelical da minha mãe me dizendo que “nunca irá partir sem mim”. Nesta lembrança eu tenho o abraço atemporal do meu amor, do deserto que atravessamos nas noites mais frias da nossa existência... De todas as vidas que já nos propusemos a “existir” juntos e de todas as vezes que senti a sua respiração. “Eu tentei te salvar, eu daria a eternidade por teu sorriso”, mas no mundo onde eu de fato existo isso não seria possível.

sábado, 23 de novembro de 2013

SOU POETA SIM SENHOR - Luiz Carlos G.

Sou da cor,sou negro,afro descendente

Brasileiro com orgulho,sim senhor.

Sou porteiro,poeta,sou dependente,

Dessa energia,vital,que se chama amor.



Sou do povo,da paz,da periferia,

Apaixonado,eu sou todo coração.

Sou amante dos versos,da poesia,

Sou mensageiro e arauto da paixão.



Um adorador da beleza feminina,

Porque é delas que recebo inspiração.

Não tenho luxo,riqueza não me fascina,

Fazer amigos,é essa minha missão.



Sou teimoso,tinhoso e perseverante,

Um obstinado que luta por ideais.

Sou,nos caminhos da vida,itinerante,

Sou brasileiro e não desisto jamais!



Dizem que sou quadrado,cafona e brega,

Por ser poeta e por escrever poesia.

Tô nem ai,não sigo padrão ou regras,

Sou o que sou e abaixo a hipocrisia.



Melhor escrever versos,melhor escrever poesias,

Que ter preconceitos corroendo o coração.

Ser poeta é minha filosofia,

Meu ideal e minha grande paixão.



Sou romantico,sou poeta sim senhor;

Sou feliz,tenho paz no coração.

Uso a poesia para falar de amor,

De esperança,de desejos e paixão.



Eu sou!!!



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Luiz Carlos Gurutuba
01/05/2009
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"'Faço da poesia o meu elo de ligação e de comunicação para com a humanidade."
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POESIA PARA UM AMOR DISTANTE
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DESEJOS DE NÓS DOIS...
SOU POETA,SIM SENHOR...
EU QUERO...
CÓRREGO LIMPO,CIDADE COM VIDA
O MAIOR AMOR DO MUNDO


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O MAIOR AMOR DO MUNDO - Luiz Carlos G.

O maior amor do mundo,mais intenso e mais profundo

Mora aqui no peito meu.

O amor mais verdadeiro,por completo e por inteiro

Só quem sente ele sou eu.



Passe o tempo que passar,vou zelar,vou preservar

Esse amor que vive em mim.

Amor sincero e real,100% visceral

Sem limites e sem fim.



Amor esse que só cresce,aumenta e se fortaleçe

O maior amor sentido.

Amor além da razão,mesmo tendo a noção

Que não é correspondido.



O amor mais envolvente,frenético e elouquente

Outro igual não nasceu.

Mesmo que digam o contrário,não existe no planetário

Um amor igual ao meu.



Nem Romeu e Julieta,nesse ou outro planeta

Nos romances de novela.

Vai existir um amor,com igual ou mais ardor

como o que eu sinto por ela.



É um amor surreal,celeste e sideral

Um amor sem preconceitos.

Duvido e pago pra ver,que exista outro ser

Que ame assim desse jeito.



Um amor sem falsidade,de grande intensidade

É amor e não tem fim

Mesmo não correspondido,permaneçe sempre vivo,

Fluindo dentro de mim.



Há quem ache um espanto,um homem amar tanto

Uma mulher desse jeito.

Mas fui privilegiado e carrego enraizado

Um amor assim no meu peito.



Não é sonho ou utopia,devaneio ou fantasia,

Não é uma coisa incerta.

Existe e é real,não é ficcional,

Não é coisa de poeta.



O maior amor do mundo,mais intenso e mais profundo

Mora aqui no peito meu!!!

VIVER O AMOR




Minha vida tem sido procurar pela felicidade
Que sonho encontrar no amor
Mais o amor não me quer
Não me permite viver
Nos teus braços de ternura
De um corpo de mulher

Assim tenho vivido meus dias
Assim passo por minhas noites
De dia sonho acordado
Olhando pra todos os lados
A procurar o amor
A noite deito cansado
Com o corpo cheio de dor
De tanto olhar para os lados
A procurar pelo amor

Amor,Amor, Amor
Por que tu se negas pra mim
O direito de lhe sentir
Invadindo todo o meu corpo
Possuindo minha mente
Se apossando de minha alma
Fundindo a mim espírito

Me sinto tão sozinho
Preciso de carinho
Do amor de uma mulher
Que se faça presente neste corpo
Que tome meus olhos de encanto
E seja gentil comigo

Que se revele na paixão
Tocando meu coração
Em sintonia com o dela
Mais não se atreva amor
A brincar de faz de conta
Fingir interagir com nos dois
Deixando-me depois
Com um problema maior

E mais fácil viver sozinho
Que carregar uma paixão
Que deixou de ser divina
Pra ser um pobre mão

Se lamento a falta de um amor
O desejo de o viver com intensidade
E pra viver uma verdade
E não ser enganado no amor
Pra sofrer vivendo um amor
Prefiro sofrer como estou
Sozinho lamentando a falta deste amor
Sofrer por estar sozinho
E um sofrer aos pouquinho
Dói mais não dificulta viver

O sofrer por uma paixão
E uma dor persistente
Que dificulta o viver

Ti quero sim em minha vida, amor, paixão
Mais só se for pra somar
Uma soma de dois, um homem uma mulher
Mais se for pra dividir
Me deixa ficar aqui
Sonhando em ti viver um dia
Prefiro que seja assim.
Postado por Jorge Roberto Soares Da Silva à

domingo, 27 de outubro de 2013

DESPEDIDA DO AMOR - Martha Medeiros

Existem duas dores de amor: a primeira é quando a relação termina e a gente, seguindo amando, tem que se acostumar com a ausência do outro, com a sensação de perda, de rejeição e com a falta de perspectiva, já que ainda estamos tão embrulhados na dor que não conseguimos ver luz no fim do túnel. A segunda dor é quando começamos a vislumbrar a luz no fim do túnel.


A mais dilacerante é a dor física da falta de beijos e abraços, a dor de virar desimportante para o ser amado. Mas, quando esta dor passa, começamos um outro ritual de despedida: a dor de abandonar o amor que sentíamos. A dor de esvaziar o coração, de remover a saudade, de ficar livre, sem sentimento especial por aquela pessoa. Dói também...


Na verdade, ficamos apegados ao amor tanto quanto à pessoa que o gerou. Muitas pessoas reclamam por não conseguir se desprender de alguém. É que, sem se darem conta, não querem se desprender.


Aquele amor, mesmo não retribuído, tornou-se um souvenir, lembrança de uma época bonita que foi vivida...


Passou a ser um bem de valor inestimável, é uma sensação à qual a gente se apega. Faz parte de nós.


Queremos, logicamente, voltar a ser alegres e disponíveis, mas para isso é preciso abrir mão de algo que nos foi caro por muito tempo, que de certa maneira entranhou-se na gente, e que só com muito esforço é possível alforriar.


É uma dor mais amena, quase imperceptível. Talvez, por isso, costuma durar mais do que a 'dor-de-cotovelo' propriamente dita. É uma dor que nos confunde. Parece ser aquela mesma dor primeira, mas já é outra. A pessoa que nos deixou já não nos interessa mais, mas interessa o amor que sentíamos por ela, aquele amor que nos justificava como seres humanos, que nos colocava dentro das estatísticas: "Eu amo, logo existo".


Despedir-se de um amor é despedir-se de si mesmo.


É o arremate de uma história que terminou, externamente, sem nossa concordância, mas que precisa também sair de dentro da gente...


E só então, a gente poderá amar, de novo.

sábado, 26 de outubro de 2013

FECHEI A PORTA

FECHEI A PORTA
"Às vezes é preciso aprender a perder, a ouvir e não responder, a falar sem nada dizer, a esconder o que mais queremos mostrar, a dar sem receber, sem cobrar, sem reclamar. Às vezes é preciso respirar fundo e esperar que o tempo nos indique o momento certo para falar e então alinhar as ideias, usar a cabeça e esquecer o coração, dizer tudo o que se tem para dizer, não ter medo de dizer não, não esquecer nenhuma ideia, nenhum pormenor, deixar tudo bem claro em cima da mesa para que não restem dúvidas e não duvidar nunca daquilo que estamos a fazer.
E mesmo que a voz trema por dentro, há que fazê-la sair firme e serena, e mesmo que se oiça o coração bater desordeiramente fora do peito é preciso domá-lo, acalmá-lo, ordenar-lhe que bata mais devagar e faça menos alarido, e esperar, esperar que ele obedeça, que se esqueça, apagar-lhe a memória, o desejo, a saudade, a vontade.
Às vezes, é preciso partir antes do tempo, dizer: aquilo que mais se teme dizer, arrumar a casa e a cabeça, limpar a alma e prepará-la para um futuro incerto, acreditar que esse futuro é bom e afinal já está perto, apertar as mãos uma contra a outra e rezar a um Deus qualquer que nos dê força e serenidade. Pensar que o tempo está a nosso favor, que a vontade de mudar é sempre mais forte, que o destino e as circunstâncias se encarregarão de atenuar a nossa dor e de a transformar numa recordação ténue e fechada num passado sem retorno que teve o seu tempo e a sua época e que um dia também teve o seu fim.
Às vezes mais vale desistir do que insistir, esquecer do que querer, arrumar do que cultivar, anular do que desejar. No ar ficará para sempre a dúvida se fizémos bem, mas pelo menos temos a paz de ter feito aquilo que devia ser feito. Somos outra vez donos da nossa vida e tudo é outra vez mais fácil, mais simples, mais leve, melhor.
Às vezes é preciso mudar o que parece não ter solução, deitar tudo a baixo para voltar a construir do zero, bater com a porta e apanhar o último comboio no derradeiro momento e sem olhar para trás, abrir a janela e jogar tudo borda-fora, queimar cartas e fotografias, esquecer a voz e o cheiro, as mãos e a cor da pele, apagar a memória sem medo de a perder para sempre, esquecer tudo, cada momento, cada minuto, cada passo e cada palavra, cada promessa e cada desilusão, atirar com tudo para dentro de uma gaveta e deitar a chave fora, ou então pedir a alguém que guarde tudo num cofre e que a seguir esqueça o segredo.
Às vezes é preciso saber renunciar, não aceitar, não cooperar, não ouvir nem contemporizar, não pedir nem dar, não aceitar sem participar, sair pela porta da frente sem a fechar, pedir silêncio, paz e sossego, sem dor, sem tristeza e sem medo de partir. E partir para outro mundo, para outro lugar, mesmo quando o que mais queremos é ficar, permanecer, construir, investir, amar.
Porque quem parte é quem sabe para onde vai, quem escolhe o seu caminho e mesmo que não haja caminho porque o caminho se faz a andar, o sol, o vento, o céu e o cheiro do mar são os nossos guias, a única companhia, a certeza que fizemos bem e que não podia ser de outra maneira. Quem fica, fica a ver, a pensar, a meditar, a lembrar. Até se conformar e um dia então esquecer."
Postado por Lua sonhadora