segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

APRENDI


E assim, naquele dia que parecia como outro qualquer, meu mundo tornou-se cinzento. E assim, naquele dia que parecia como outro qualquer, decidi que o meu maior triunfo seria sobre mim mesmo.Aprendi que as quedas são estímulos para que aprendamos a levantar, com dignidade e com coragem.Aprendi que para olhar o mundo, é preciso estar no chão. Eu só o conhecia do alto da minha arrogância.Descobri que nunca tinha questionado se minhas ambições incluíam a ética.Aprendi que nada nos acontece por acaso. Sempre há um "para que".Descobri as caras feias que eu estava vendo nada mais eram que meus reflexos em milhares de espelho.Naquele dia descobri que meus rivais e meus desafetos eram apenas ameaças à minha insegurança.As sombras que me seguiam nada mais eram do que o reflexo negro da minha alma.Descobri que carregava em mim um Ego muito maior que eu.Naquele dia, descobri que eu não era o melhor e que talvez eu nunca tenha sido.Descobri que as minhas ambições eram fruto da minha enorme onipotência.Naquele dia, deixei de ser um propagandista dos meus triunfos passados e passei a ser a minha luz do presente.Aprendi também que de nada serve ser luz se não posso iluminar o caminho dos demais.Naquele dia, deixei de ser o comercial do meu pseudo-conhecimento e passei a aprender um pouco mais.Aprendi também que de nada serve saber se não posso compartilhar e legar o conhecimento.Que para multiplicar o pão de cada dia, é preciso dividi-lo.Aprendi que o difícil não é chegar lá em cima, e sim continuar a subida.Aprendi que a vitória duradoura não vem de sopetão. Ela é conquistada por etapas. Eu subi rápido demais, alto demais!Vi que na luta pelos meus objetivos, o maior é lutar. E que são os caminhos sofridos que nos amadurecem e domam.Aprendi que posso fazer qualquer coisa e arcar com a responsabilidade das quedas.Deixei de me importar com quem ganha ou perde, e me importar simplesmente com quem faz.Decidi ver cada problema como uma oportunidade para aprender a achar soluções.Decidi não esperar as oportunidades e sim, eu mesmo buscá-las.Decidi ver cada dia como uma nova oportunidade de recomeçar.Decidi ver cada noite como um mistério a resolver.Decidi ver cada deserto como uma possibilidade de encontrar um oásis.Aprendi que as palmeiras altas e eretas, nos dão uma lição de dignidade e postura, diante das intempéries da vida.Aprendi que o melhor triunfo que posso ter, é ter o direito de chamar alguém de "amigo".Descobri que o amor é mais que um simples estado enamorado, "o amor é uma decisão de vida.Vi que não estava protegendo aqueles que eu amo. Quando o bem é precioso demais, todo zelo é pouco. E que eu não sou o bem mais precioso!Aprendi que a compaixão não é sentimentalismo e sim humanidade.Naquele dia, aprendi que os sonhos existem para fazer a realidade.Aprendi que a imagem do inatingível é o que nos aciona para que o busquemos. Tudo para mim foi atingível.E desde aquele dia já não durmo para descansar simplesmente... durmo para sonhar!E desde aquele dia já não batalho para triunfar e sim para lutar no combate.E desde aquele dia já não vivo mais para ganhar e sim para viver.Para cair...Para levantar...Para continuar...Para chorar...Para perdoar... Para respeitar... Para amar...... Para aprender e para decidir sobre quem eu quero ser.(Presente de Erony)

É SAUDADE "PAI"


Lembro-me ainda, pai, daquelas manhãs em que sentia seu beijo sobre a minha testa, suas mãos alisando meus cabelos, ajeitando os cobertores e depois saindo do meu quarto nas pontas dos pés. Eu fingia que dormia, pai. Como era bom ouvir seus passos vindo para perto da minha cama ... sentir que seus olhos me fitavam com tanto amor (quase devoção). Docemente eu adormecia, sonhava com anjos vestidos de todas as cores e todos eles tinham os rostos iguais ao seu. Eu acordava, ainda sob a magia do seu toque, do seu carinho, da sua presença angelical e protetora.
Você sempre me pareceu o mais bonito de todos os homens, o mais inteligente, o mais sábio, o mais feliz só por me saber no mundo ... eu, sua semente germinada, seu fruto favorito, sua flor mais bem cuidada.
Lembro-me ainda, pai, das brincadeiras no quintal, dos safanões pelas minhas travessuras, do seu remorso depois. Sabe, pai? Eu me aproveitava dos seus remorsos para pedir coisas que queria, só para sentir que, apesar das minhas traquinagens, você me amava acima de tudo e sempre me perdoava. Até acabava achando graça ... não era assim, pai?
Em meio a essas lembranças, sinto vontade de partir com você para a "Terra do Nunca Crescer", onde as lágrimas são de manha, de mimo, de dengo ... que vontade, pai!
Hoje sou fruto maduro, uma planta crescida, uma flor toda aberta num jardim onde passa tanta gente, pai!
Olhando toda essa gente, imagino que todas (ou quase todas) sentem-se como eu. Isso me consola e faz-me seguir adiante, faz-me ir ao encontro da felicidade, que você sempre me assegurou que existe.
Não estou infeliz, pai. Apenas sinto saudade ... sinto falta de você ao meu lado como antes. Eis porque agora abro-lhe meu coração, minha alma e todo meu sentimento.
Nenhum outro homem marcará tanto a minha vida como você já marcou. Ninguém invadirá este lugar em mim onde para sempre você há de morar e onde sempre morou.
Pai, abrace as minhas lembranças e todo o meu amor.

domingo, 25 de janeiro de 2009

UNA TARDE TRANQUILA



Es ésta.. una tarde tranquila,
que me invita a soñar al son de la luz,
que se refleja
en las hojas húmedas del estanque,
en el chorro de agua que mana de la fuente,
en el trino alegre de los pájaros,
en los pétalos de las flores
que despid fragancia
por el jardín de mis recuerdos,
haciendo que beba por los ojos
todo cuanto contemplo,
para poder contártelo a ti,
ahora.
.
(María José)

SÓ DEPENDE DE NÓS



"Hoje levantei cedo pensando no que tenho a fazer antes que o relógio marque meia noite. É minha função escolher que tipo de dia vou ter hoje.Posso reclamar porque está chovendo ou agradecer às águas por lavarem apoluição. Posso ficar triste por não ter dinheiro ou me sentir encorajado para administrar minhas finanças, evitando odesperdício. Posso reclamar sobre minha saúde ou dar graças por estar vivo.Posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo o que eu queria ou posso ser grato por ter nascido. Posso reclamar por ter que ir trabalhar ou agradecer por ter trabalho. Posso sentir tédio com o trabalho doméstico ou agradecer a Deus por ter um teto para morar.Posso lamentar decepções com amigos ou me entusiasmar com a possibilidade de fazer novas amizades. Se as coisas não saíram como planejei posso ficar feliz por ter hoje para recomeçar.
O dia está na minha frente esperando para ser o que eu quiser. E aqui estou eu, o escultor que pode dar forma. Tudo depende só de mim." (Charles Chaplin)

domingo, 18 de janeiro de 2009

DECLARAÇÃO DE AMORES PARA AS MULHERES


um lado, homens do outro. Não sei se hoje isso ainda ocorre. Sou anti-social a ponto de não freqüentar qualquer evento com mais de 4 pessoas, o que não me credencia a emitir juízo. Mas era assim que a coisa rolava naqueles tempos. Tive uma infância feliz: sempre fui considerado esquisito, estranho e solitário, o que me permitia ficar quieto observando tudo. Bom, rapidinho verifiquei que o apartheid sexual ia muito além das diferenças anatômicas. A fronteira era determinada pelos pontos de vista, atitude e prioridades. Explico: do lado masculino imperava o embate das comparações e disputas. Meu carro é mais potente, minha TV é mais moderna, meu salário é maior, a vista do meu apartamento é melhor, o meu time é mais forte, eu dou 3 por noite e outras cascatas típicas da macheza latina. Já do lado oposto, respirava-se outro ar. As opiniões eram quase sempre ligadas ao sentir. Falava-se de sentimentos, frustrações e recalques com uma falta de cerimônia que me deliciava. Os maridos preferiam classificar aquele ti-ti-ti como fofoca. Discordo. Destas reminiscências infantis veio a minha total e irrestrita paixão pelas mulheres. Constatem, é fácil. Enquanto o homem vem ao mundo completamente cru, freqüentando e levando bomba no bê-á-bá da vida, as mulheres já chegam na metade do segundo grau. Qualquer menina de 2 ou 3 anos já tem preocupações de ordem prática. Ela brinca de casinha e aprende a dar um pouco de ordem nas coisas. Ela pede uma bonequinha que chama de filha e da qual cuida, instintivamente, como qualquer mãe veterana. Ela fala em namoro mesmo sem ter uma idéia muito clara do que vem a ser isso. Em outras palavras, ela já chega sabendo. E o que não sabe, intui. Já com os homens a historia é outra. Você já viu um menino dessa idade brincando de executivo? Já ouviu falar de algum moleque fingindo ir ao banco pagar as contas? Já presenciou um bando de meninos fingindo estar preocupados com a entrega da declaração do Imposto de Renda? Não, nunca viram e nem verão. Porque o homem nasce, vive e morre uma existência juvenil. O que varia ao longo da vida é o preço dos brinquedos. E aí reside a maior diferença: o que para as meninas é treino para a vida, para os meninos é fantasia, é competição. É fuga. Falo sem o menor pudor. Sou direto. Sou assim. Todo homem é assim. Em relação ao relacionamento homem/mulher, sempre me considerei um privilegiado. Sempre consegui enxergar a beleza física feminina mesmo onde, segundo os critérios estéticos vigentes, ela inexistia. Porque toda mulher é linda. Se não no todo, pelo menos em algum detalhe. É só saber olhar. Todas têm sua graça. E embora contaminado pela irreversível herança genética que me faz idolatrar os ícones de cafajestismo, sempre me apaixonei perdidamente por todas as incautas que se aproximaram de mim. Incautas não por serem ingênuas, mas por acreditarem. PORQUE TODA MULHER ACREDITA FIRMEMENTE NA POSSIBILIDADE DO HOMEM IDEAL. E esse é o seu único defeito.

AH, SE EU PUDESSE... »


Sylvia CohinPegar nas mãos minha ternura por tie na concha de meus dedos dar-lhe forma...Seria azul celestial...aquele azul que veste o espaço sideral.Morna seria...nem muito quente ou muito fria...morna seria o ideal...E com um toque mínimo que fosse,eu lhe daria um aroma divinalque te envolvesse num afago doce,quiçá, um tanto sensual...Finalmente,com um retoque magistral,eu lhe daria o tom de magiae a meiguice do brilho das estrelas,condensava em gotas de cristal...Assim, minha ternura tu veriasflutuando pro teu gozo e alegria,aconchegantee intemporal...SYLVIA

COHIN Preserve o Direito AutoralMantenha o crédito de autoria.

35 ANOS PARA SER FELIZ


Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.© Martha Medeiros35 anos para ser feliz
Uma notinha instigante na Zero Hora de 30/09: foi realizado em Madri o Primeiro Congresso Internacional da Felicidade, e a conclusão dos congressistas foi que a felicidade só é alcançada depois dos 35 anos. Quem participou desse encontro? Psicólogos, sociólogos, artistas de circo? Não sei. Mas gostei do resultado.A maioria das pessoas, quando são questionadas sobre o assunto, dizem: "Não existe felicidade, existem apenas momentos felizes". É o que eu pensava quando habitava a caverna dos 17 anos, para onde não voltaria nem puxada pelos cabelos. Era angústia, solidão, impasses e incertezas pra tudo quanto era lado, minimizados por um garden party de vez em quando, um campeonato de tênis, um feriadão em Garopaba. Os tais momentos felizes.Adolescente é buzinado dia e noite: tem que estudar para o vestibular, aprender inglês, usar camisinha, dizer não às drogas, não beber quando dirigir, dar satisfação aos pais, ler livros que não quer e administrar dezenas de paixões fulminantes e rompimentos. Não tem grana para ter o próprio canto, costuma deprimir-se de segunda a sexta e só se diverte aos sábados, em locais onde sempre tem fila. É o apocalipse. Felicidade, onde está você? Aqui, na casa dos 30 e sua vizinhança.Está certo que surgem umas ruguinhas, umas mechas brancas e a barriga salienta-se, mas é um preço justo para o que se ganha em troca. Pense bem: depois dos 30, você paga do próprio bolso o que come e o que veste. Vira-se no inglês, no francês, no italiano e no iídiche, e ai de quem rir do seu sotaque. Não tenta mais o suicídio quando um amor não dá certo, enjoou do cheiro da maconha, apaixonou-se por literatura, trocou sua mochila por uma Samsonite e não precisa da autorização de ninguém para assistir ao canal da Playboy. Talvez não tenha se tornado o bam-bam-bam que sonhou um dia, mas reconhece o rosto que vê no espelho, sabe de quem se trata e simpatiza com o cara.Depois que cumprimos as missões impostas no berço — ter uma profissão, casar e procriar — passamos a ser livres, a escrever nossa própria história, a valorizar nossas qualidades e ter um certo carinho por nossos defeitos. Somos os titulares de nossas decisões. A juventude faz bem para a pele, mas nunca salvou ninguém de ser careta. A maturidade, sim, permite uma certa loucura. Depois dos 35, conforme descobriram os participantes daquele congresso curioso, estamos mais aptos a dizer que infelicidade não existe, o que existe são momentos infelizes. Sai bem mais em conta.© Martha Medeiros