sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

NÃO QUERO


Não quero alguém que morra de amor por mim... Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando. Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo, quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.

Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim... Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível... E que esse momento será inesquecível... Só quero que meu sentimento seja valorizado.

Quero sempre poder ter um sorriso estampando meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre... E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor. Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém... e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos, que faço falta quando não estou por perto.

Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras, alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho... Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente importa, que é meu sentimento... e não brinque com ele. E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.

Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe... Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz. Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia, e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos, talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.

Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas... Que a esperança nunca me pareça um "não" que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como "sim". Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim, sem ter de me preocupar com terceiros... Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.

Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão... que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades a às pessoas, que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim...e que valeu a pena!!!

Mário Quintana

LIBRA (23/9 - 22/10)


1 Frase: 'A justiça tarda mas não falha, pois está sempre COMIGO!'.

2. O que o libriano espera de seu parceiro:
Busca apreciação mútua e igualdade de compromissos e obrigações entre as partes. Seu objetivo maior é a cooperação, ter alguém para partilhar e para admirar. Detesta pessoas rudes, agressivas ou deselegantes a seu lado.

3. O que o libriano diz depois do sexo: 'Eu gostei se você também gostou.'

4. Como irritar um libriano:
Diga bastante: 'Isso é com você, decida logo!'. Leve-os a locais feios. Aja de forma grosseira em público, tire melecas, arrote, fale palavrões, vire cerveja na mesa, chame o garçom pelo nome.

5. Como o libriano reza antes de dormir:
'Querido Deus, eu sei que eu deveria tomar minhas decisões sozinho, mas, por outro lado, o que VOCÊ acha?'

6. Por que o libriano atravessou a rua?
Ele nem precisou atravessar. Alguém acabou oferecendo carona para ele.

7. Você foi assaltado e o libriano....
'Ah, gente, não foi nada, só um assaltozinho à toa... eu mesmo já passei por cinco...’

8. Adesivo para o vidro do carro do libriano:
'Não tenho tudo que amo, mas vou ficar conhecendo no sábado à noite.'

9. Quantos librianos são necessários para trocar uma lâmpada?
Bom, na realidade eu não sei. Acho que depende de quando a lâmpada foi queimada. Talvez só um, se for uma lâmpada comum, mas talvez dois se a pessoa não souber onde encontrar a lâmpada, o
u
...

LEÃO (23/7 - 22/8)


1. Frase: 'Antigamente eu ERA vaidoso, mas agora me curei e sou PERFEITO!'

2. O que o leonino espera de seu parceiro:
Busca alguém com quem compartilhar suas idéias criativas, que goste de crianças e queira ter filhos. Geralmente deseja mais uma platéia para aplaudí-lo ou um companheiro de brincadeiras, do que um amor verdadeiro.

3. O que o leonino diz depois do sexo: 'Não foi incrivelmente fantástico?'

4. Como irritar um leonino:
Ignore-os. Esqueça o nome deles e pergunte 'Qual é mesmo o seu nome?'. Em público, não os apresente às pessoas importantes.

5. Como o leonino reza antes de dormir:
'Oi, Papi! Eu posso apostar como você está realmente orgulhoso em ter a mim como seu filho!'

6. Por que o leonino atravessou a rua?
Para chamar a atenção, sair nos jornais, revistas, etc.

7. Você foi assaltado e o leonino....
'Vou pegar esse fdp!'... e sai correndo atrás do ladrão.

8. Adesivo para o vidro do carro do leonino:
'Tudo que tenho me ama.'

9. Quantos leoninos são necessários para trocar uma lâmpada?
Um leonino não troca lâmpadas, a não ser que ele segure a lâmpada e o mundo gire em torno dele
.

AMAR BONITO


Talvez seja tão simples, tolo e natural que você nunca tenha parado para pensar:

Aprendam a fazer bonito seu amor.

Ou fazer o seu amor ser ou ficar bonito.

Aprenda, apenas, a tão difícil arte de amar bonito.

Gostar é tão fácil que ninguém aceita aprender...

Tenho visto muito amor por aí.
Amores mesmo: bravios, gigantescos, descomunais, profundos, sinceros, cheios de entrega, doação e dádiva.

Mas esbarram na dificuldade de se tornar bonitos.
Apenas isso: bonitos, belos ou embelezados, tratados com carinho, cuidado e atenção.
Amores levados com arte e ternura de mãos jardineiras.

Aí, esses amores que são verdadeiros, eternos e descomunais, de repente se percebem ameaçados e tão somente porque não sabem ser bonitos: cobram, exigem, rotinizam,descuidam, reclamam, deixam de compreender, necessitam mais do que oferecem, precisam mais do que atendem, enchem-se de razões.
Sim, de razões.
Ter razão é o maior perigo no amor.
Quem tem razão sempre se sente no direito (e o tem) de reivindicar, de exigir justiça, equidade, equiparação, sem atinar que o que está sem razão talvez passe por um momento de sua vida no qual não possa ter razão.
Nem queira!!!
Ter razão é um perigo: em geral, enfeia um amor,
pois é invocado com justiça, mas na hora errada.
Amar bonito é saber a hora de ter razão.
Ponha a mão na consciência. Você tem certeza de que está fazendo o seu amor bonito?
De que está tirando do gesto, da ação, da reação, do olhar, da saudade, da alegria do encontro, da dor do desencontro a maior beleza possível?
Talvez não.
Cheio ou cheia de razões, você separa do amor apenas aquilo que é exigido por suas partes necessitadas, quando talvez dele devesse pouco esperar, para valorizar melhor tudo de bom que de vez em quando ele pode trazer.
Quem espera mais do que isso sofre e, sofrendo, deixa de amar bonito.
Sofrendo, deixa de ser alegre, igual, irmão, criança.
E sem soltar a criança, nenhum amor é bonito.
Não tema o romantismo. Derrube as cercas da opinião alheia.
Faça coroas de margaridas e enfeite a cabeça de quem você ama.
Saia cantando e olhe alegre.
Recomenda-se: encabulamentos, ser pego em flagrante gostando, não se cansar de olhar e olhar, não atrapalhar a convivência com teorizações, adiar sempre se possível com beijos 'aquela conversa importante que precisamos ter', arquivar, se possível, as reclamações pela pouca atenção recebida.
Para quem ama, toda atenção é sempre pouca.
Quem ama feio não sabe que pouca atenção pode ser toda a atenção possível.
Quem ama bonito não gasta tempo dessa atenção cobrando a que deixou de ter.
Não teorize sobre o amor (deixe isso para nós, pobres escritores que vemos a vida como criança de nariz encostado na vitrine cheia de brinquedos dos nossos sonhos);
não teorize sobre o amor, ame.
Siga o destino dos sentimentos aqui e agora.
Não tenha medo exatamente de tudo o que você teme, como:
a sinceridade, abrir o coração, contar a verdade do tamanho do amor que sente;
não dar certo e depois vir a sofrer (sofrerá de qualquer jeito).
Jogue pro alto todas as jogadas, estratagemas, golpes, espertezas, atitudes sabiamente eficazes (não é sábio ser sabido): seja apenas você no auge de sua emoção e carência, exatamente aquele você que a vida impede de ser.
Seja você cantando desafinado, mas todas as manhãs.
Falando besteiras, mas criando sempre.
Gaguejando flores.
Sentindo o coração bater como no tempo do Natal infantil.
Revivendo os caminhos que intuiu em criança.
Sem medo de dizer eu quero, eu estou com vontade.
Deixe o seu amor ser a mais verdadeira expressão de tudo que você é.
Se o amor existe, seu conteúdo já é manifesto.
Não se preocupe mais com ele e suas definições.
Cuide agora da forma do amor:
Cuide da voz.
Cuide da fala.
Cuide do cuidado.
Cuide de você.
Ame-se o suficiente para ser capaz de gostar do amor e só assim poder começar a tentar fazer o outro feliz.

Artur da Távola

MUTAÇÕES


(Célia Lamounier de Araújo)

1- Sou como a água
que passa, leva, e deixa...
Sou como o beija-flor
sem tempo, sem parada...
Sou como você me vê
um amor de amor sem amor

à espera de você

que me bebe
que me beija
que me pára
que me ama
que me muda
e me embeleza.

2- Sou como rosa de muitas pétalas
para você arrancar
uma a uma.
Cada perfume e cor
se entranhando em você.

E a cada encontro
menos uma
por seu silêncio abortada
cai ao chão
e renasce

nova rosa amorosa mais sua
fecundada em versos modificada
pelos traços seus.

Escorre o poeta e a rosa
no tempo que une
e ao final

SAUDADES DAS HISTÓRIAS DE AMOR


Ele descobriu que a amava quando tinha 15 anos, em 1984. Ela estudava na mesma turma, e quando entrava na sala de aula, ele cantarolava intimamente “pela luz dos olhos teus”, porque havia algo de encantador nos seus olhos, no que eles diziam, uma ternura que cativava aquele coração tão moço. Ele lembra, vinte anos depois, do dia em que ela fez circular um caderninho para os amigos deixarem mensagens, e atravessando a fronteira da timidez, escreveu “você é meu único e definitivo poema”. Depois disso, eles desencontraram.

Ele entrou na faculdade e, como me disse há poucos dias, se distraiu das coisas do amor. Conheceu outras mulheres, se encantou com algumas, mas nenhuma tinha aqueles olhos. Se reencontraram anos depois, quando ela terminou a faculdade. A última cena deste novo contato foi ela se beijando com um sujeito, no baile de formatura. Como queria estar naquele lugar!

Os dois casaram e não se viram mais. Aqui e ali, nos encontros com os amigos da turma, uma notícia esporádica. Somente em 2001 voltaram a se ver, num encontro dos velhos amigos, para cativar lembranças. Na primeira vez que o viu, depois de tantos anos, ela comentou com uma amiga– “o menino virou homem”. A resposta da amiga acendeu alguma chama que ela nunca percebera – “o teu apaixonado chegou”. Surpresa em saber daquele amor silencioso, ela ficou em silêncio, achando-o mais belo.

“Aquela frase da amiga foi um sopro divino”, me disse ele, repassando os detalhes da história, enquanto tomávamos uma cerveja.

Mas a vida seguia outros cursos. Tinham compromissos, casamento, filhos. Em 2002, voltaram a se encontrar. Pare ele, já não era tão fácil olhá-la nos olhos. E a turma, sem perceber que alimentava um sentimento que parecia perdido, colaborou para que voltassem a se ver. Um novo encontro, em 2003, serviu para que ele confirmasse que aquele menino estava vivo, dentro de sua alma, querendo amar plenamente.

Em 2004, por uma desculpa qualquer que sempre encontramos, quando queremos algo de verdade, almoçaram juntos. Ao final da longa e cativante conversa, ela perguntou:

“Você sentia alguma coisa por mim naquela época?”

“Eu era muito apaixonado por tu”, respondeu ele.

Algo rompera na timidez dele. Ela agora sabia de algo secreto, que ele trazia há muitos anos. Voltaram a falar de literatura, cinema, dos caminhos profissionais, mas algo já tinha sido dito, e era irreversível. Pronunciaram, timidamente, o nome do amor.

Quando se encontraram novamente, nada mais poderia ser feito. Os dois se queriam tanto, que quando ele a abraçou, sentiu que estava protegido, acolhido, que aquele era o melhor lugar do mundo para estar.

Os mundos que viviam exigiam outras respostas. Sim, os compromissos, outros laços haviam sido firmados em duas décadas. Ela foi mais incisiva. “A partir de hoje, morreu”, disse, na despedida. “Essa história acaba por aqui”, repetia, muito séria.

“Como vou te tirar de dentro de mim?”, perguntou ele.

Nas longas semanas de silêncio, ele também fazia o esforço. Ao final do dia, se perguntava – “será que pensei nela hoje?”. Sim, era a resposta. Sua dúvida era saber se, em algum momento do dia, ela tinha pensado nele, para que os pensamentos se encontrassem, em algum ponto da cidade.

No último encontro dos amigos, ele bebeu para chegar ao bar com o coração entorpecido, para que a alma não o traísse. Escolheu um ponto da mesa em que não pudesse vê-la. Decidiu que não a olharia, em hipótese alguma, durante toda a noite. O cumprimento formal, gelado, era a tentativa dos dois de administrar algo que era quente, muito quente, por dentro. Ela confessaria, dias depois, que quando o viu, suas pernas tremeram. Agradeceu a Deus por estar sentada. Na despedida, ele a olhou de longe e acenou. Viu aqueles mesmos olhos e desejou cantar “pela luz dos olhos teus”.

Naquela fração de segundos, o sentimento desvendou os dois. Nada mais poderia ser feito. No dia seguinte, se falaram. Era preciso fazer algo. “Não consigo te tirar de dentro de mim”, confessou ele.

Sim, eles fizeram as escolhas e tomaram decisões. Não podiam abrir mão do sagrado, da calma que sentiam estando juntos, da plenitude que encontravam em cada palavra. Num dos encontros, ele falou ao seu ouvido o poema “Teresa”, de Manuel Bandeira. “Os céus se misturaram com a terra/E o espírito de Deus voltou a se mover sobre a face das águas”, diz o final do poema, que parecia ser o que viviam. Céus e terras se misturavam.

Vinte anos depois, eles decidiram assumir o amor.

E quando estava a terminar esta crônica, me chegou um email de um amigo, com o pequeno trecho de um poema do Drummond:

“Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?


SAMARONE LIMA

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

EU TENHO SAUDADES


De tudo que marcou a minha vida...
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros, quando escuto uma voz, quando me lembro do passado, eu sinto saudades...

SINTO SAUDADES
de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

SINTO SAUDADES
da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro, do penúltimo e daqueles que ainda vou vir a ter, se Deus quiser...

SINTO SAUDADES do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...

SINTO SAUDADES do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

SINTO SAUDADES de quem me deixou e de quem eu deixei, de quem disse que viria e nem apareceu; de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

SINTO SAUDADES dos que se foram e de quem não me despedi direito; daqueles que não tiveram como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida e que só enxerguei de vislumbre; de coisas que eu tive e de outras que não tive mas quis muito ter; de coisas que nem sei que existiram mas que se soubesse, de certo gostaria de experimentar;

SINTO SAUDADES de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...

SINTO SAUDADES do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava totalmente, como só os cães são capazes de fazer, dos livros que li e que me fizeram viajar, dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar, das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade;

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que, não sei aonde, para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo SAUDADES em japonês, em russo, em italiano, em inglês, mas que minha saudade, por eu ter nascido brasileiro, só fala português embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente, quando estamos desesperados, para contar dinheiro, fazer amor e clarear sentimentos fortes, seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples "I Miss You", ou seja lá como possamos traduzir SAUDADE em outra língua, nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima, corretamente, a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais SAUDADES...Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital quando se quer falar de vida e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis, de que amamos muito do que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...

SENTIR SAUDADES, é sinal de que se está vivo e a vida, mesmo com tantas saudades, depois dos amigos, é o bem maior que possuímos !

(Maktub)

(Presente da Aurea)