segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A BORBOLETA AZUL


Havia um viúvo que morava com suas duas filhas curiosas e inteligentes.

As meninas sempre faziam muitas perguntas.
Algumas ele sabia responder, outras não.

Como pretendia oferecer a elas a melhor educação, mandou as meninas passarem férias com um sábio que morava no alto de uma colina.

O sábio sempre respondia todas as perguntas sem hesitar.
Impacientes com o sábio, as meninas resolveram inventar uma pergunta que ele não saberia responder.
Então, uma delas apareceu com uma linda borboleta azul que usaria para pregar uma peça no sábio.

— O que você vai fazer? - perguntou a irmã.
— Vou esconder a borboleta em minhas mãos e perguntar se ela está viva ou morta.
— Se ele disser que ela está morta, vou abrir minhas mãos e deixá-la voar. Se ele disser que ela está viva, vou apertá-la e esmagá-la. E assim qualquer resposta que o sábio nos der estará errada!
As duas meninas foram então ao encontro do sábio, que estava meditando.
— Tenho aqui uma borboleta azul. Diga-me sábio, ela está viva ou morta?

Calmamente o sábio sorriu e respondeu:
— Depende de você... ela está em suas mãos.

Assim é a nossa vida, o nosso presente e o nosso futuro.
Não devemos culpar ninguém quando algo dá errado.
Somos nós os responsáveis por aquilo que conquistamos (ou não conquistamos).

Nossa vida está em nossas mãos, como a borboleta azul...
Cabe a nós escolher o que fazer com ela.

Autor Desconhecido

(Presente de Saramar Mendes)

O MILAGRE DA VIDA



Albert Einstein

Pode ser que um dia deixemos de nos falar...
Mas, enquanto houver amizade,
Faremos as pazes de novo.
Pode ser que um dia o tempo passe...
Mas, se a amizade permanecer,
Um de outro se há-de lembrar.

Pode ser que um dia nos afastemos...
Mas, se formos amigos de verdade,
A amizade nos reaproximará.

Pode ser que um dia não mais existamos...
Mas, se ainda sobrar amizade,
Nasceremos de novo, um para o outro.

Pode ser que um dia tudo acabe...
Mas, com a amizade construiremos tudo novamente,
Cada vez de forma diferente.
Sendo único e inesquecível cada momento
Que juntos viveremos e nos lembraremos para sempre.

Há duas formas para viver a sua vida:
Uma é acreditar que não existe milagre.
A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.
Fonte: Citador.pt


OITAVA MARAVILHA


Certo ou errado eu te amo
Te amo como o trovão
Que estronda nos céus
Te amo como o sol ama a lua
Te amo até distante
Como quando o sol brilha
E a lua se esconde

Tenho como testemunhas deste amor
As estrelas do universo
E como cúmplice tenho
O vento que sopra sob o luar
Tenho como aliados deste amor
As ondas rebeldes ou a calmaria dos mares

Te amo como um eclipse lunar
Que no auge do amor,
A lua e o sol se abraçam
Resultando a nona maravilha do mundo
Pois a oitava maravilha
É este amor imenso que sinto por ti!


Autora: LÚCIA BIAZETTO
(Direitos autorais reservados

SEMINÁRIO PARA CASAIS


Durante um seminário para casais, perguntaram à esposa:
"seu marido lhe faz feliz ?";
"ele lhe faz feliz de verdade ?"

Neste momento, o marido levantou seu pescoço,
demonstrando segurança.
Ele sabia que sua esposa diria que sim,
pois ela jamais havia reclamado de algo durante o casamento.

Todavia,sua esposa lhe respondeu com um
"Não", bem redondo...
Não, não me faz feliz".
Neste momento,
o marido já procurava a porta
de saída mais próxima.
Não me "faz" feliz...

Eu sou feliz".
"O fato de eu ser feliz ou não,
não depende dele e sim de mim."

E continuou dizendo:
"Eu sou a única pessoa da qual
depende a minha felicidade."
Eu determino ser feliz em cada
situação e em cada momento
da minha vida;
pois se a minha felicidade
dependesse de alguma pessoa,
coisa ou circunstância,
sobre a face da terra,
eu estaria com sérios problemas.
Tudo o que existe nesta vida
muda constantemente...

O ser humano,
as riquezas, meu corpo,
o clima, meu chefe,
os prazeres, etc.

E assim poderia citar uma
lista interminável.
Às demais coisas eu chamo
"experiências";
esqueço-me das experiências
passageiras e vivo as que
são eternas;
amar, perdoar, ajudar,
compreender, aceitar,
consolar.

Lembro-me de viver de modo eterno.
Talvez seja por isso que quando
alguém me faz perguntas como esta:
"Você é feliz no seu casamento?"
ou "Você é feliz?",
gosto de responder com apenas
uma frase,
como se esta fosse a conclusão
de todo o seminário,
como se esta fosse a chave
de toda a felicidade,
de todo matrimônio e de toda
vida humana;
gosto de responder com aquela velha
e famosa frase que ainda não
conseguimos compreender:

"A felicidade está centrada em mim".

Há pessoas que dizem:
"Hoje não posso ser feliz porque
estou doente,
porque não tenho dinheiro,
porque faz muito calor,
porque alguém me insultou,
porque alguém deixou de me amar,
porque alguém não soube
me dar valor..."

SEJA FELIZ ,
mesmo que faça calor,
mesmo que esteja doente,
mesmo que não tenha dinheiro,
mesmo que alguém tenha
lhe machucado,
mesmo que alguém não lhe
ame ou não lhe dê o devido valor.

SEJA FELIZ.

Sempre!!! ...
(A
D)

domingo, 10 de fevereiro de 2008

O VIOLINISTA NO METRÔ.


© Martha Medeiros

Aconteceu em janeiro.

O jornal Washington Post convidou um dos maiores violinistas do mundo, Joshua Bell, para tocar numa estação de metrô da capital americana a fim de testar a reação dos transeuntes.
Desafio aceito, lá foi Bell de jeans e camiseta às oito da manhã, o horário mais movimentado da estação, para tocar no seu Stradivarius de 1713 (avaliado em mais de US$ 3 milhões) melodias de Bach e Schubert.

Passaram por ele 1.097 pessoas.

Sete pararam alguns minutos para ouvi-lo. 27 largaram algumas moedas.
E uma única mulher o reconheceu, porque havia estado em um de seus concertos, cujo valor médio do ingresso é US$ 100.

Todos os outros usuários do metrô estavam com pressa demais para perceber que ali, a dois metros de distância, tocava um instrumentista clássico respeitado internacionalmente.

Não me surpreende.

Vasos da dinastia Ching, de valor incalculável, seriam considerados quinquilharias se misturados a quaisquer outros numa feira de artesanato ao ar livre.

Uma jóia correria risco de ser ignorada se fosse exposta numa lojinha de bijuterias, e ninguém pagaria mais de R$ 40 por uma escultura do mestre Aleijadinho que tivesse misturada a anjos de gesso vendidos em beira de estrada.

Desinformados, raramente conseguimos destacar o raro do medíocre.
Esta história do violinista demonstra que não estamos preparados para a beleza pura: é preciso um mínimo de conhecimento para valorizá-la.

E demonstra também que temos sido treinados para gostar do que todo mundo conhece.
Se uma atriz é muito comentada, se uma peça é muito badalada, se uma música é muito tocada no rádio, estabelece-se que elas são um sucesso e ninguém questiona.

São consumidas mais pela insistência do que pela competência, enquanto que competentes sem holofotes passam despercebidos.

Gostaria muito de ter circulado pela estação de metrô em que tocava Joshua Bell.
Não por admirá-lo: pra ser franca, nunca ouvi falar deste cara.

O que eu queria era testar minha capacidade de encantamento sem estímulo prévio.
Se ainda consigo destacar o raro sem que ninguém o anuncie.

Tenho a impressão de que eu pararia para escutá-lo, mas talvez eu esteja sendo otimista.
Vai ver eu também passaria apressada, sem me dar conta do tamanho do meu atraso.

(Presente de Cleo dal Prá)

sábado, 9 de fevereiro de 2008

HABEAS PINHO.


 Na Paraíba, alguns elementos que faziam uma serena foram presos. Embora liberados no dia seguinte, o violão foi detido. Tomando conhecimento do acontecido. o famoso poeta e atual senador Ronaldo Cunha Lima enviou uma petição ao Juiz da Comarca, em versos, solicitando a liberação do instrumento musical.


Senhor Juiz.

Roberto Pessoa de Sousa


  • O instrumento do "crime"que se arrola
  • Nesse processo de contravenção
  • Não é faca, revolver ou pistola,
  • Simplesmente, Doutor, é um violão.
  • Um violão, doutor, que em verdade
  • Não feriu nem matou um cidadão
  • Feriu, sim, mas a sensibilidade
  • De quem o ouviu vibrar na solidão.
  • O violão é sempre uma ternura,
  • Instrumento de amor e de saudade
  • O crime a ele nunca se mistura
  • Entre ambos inexiste afinidade.
  • O violão é próprio dos cantores
  • Dos menestréis de alma enternecida
  • Que cantam mágoas que povoam a vida
  • E sufocam as suas próprias dores.
  • O violão é música e é canção
  • É sentimento, é vida, é alegria
  • É pureza e é néctar que extasia
  • É adorno espiritual do coração.
  • Seu viver, como o nosso, é transitório.
  • Mas seu destino, não, se perpetua.
  • Ele nasceu para cantar na rua
  • E não para ser arquivo de Cartório.
  • Ele, Doutor, que suave lenitivo
  • Para a alma da noite em solidão,
  • Não se adapta, jamais, em um arquivo
  • Sem gemer sua prima e seu bordão.
  • Mande entregá-lo, pelo amor da noite
  • Que se sente vazia em suas horas,
  • Para que volte a sentir o terno acoite
  • De suas cordas finas e sonoras.
  • Liberte o violão, Doutor Juiz,
  • Em nome da Justiça e do Direito.
  • É crime, porventura, o infeliz
  • Cantar as mágoas que lhe enchem o peito?
  • Será crime, afinal, será pecado,
  • Será delito de tão vis horrores,
  • Perambular na rua um desgraçado
  • Derramando nas praças suas dores?
  • Mande, pois, libertá-lo da agonia
  • (a consciência assim nos insinua)
  • Não sufoque o cantar que vem da rua,
  • Que vem da noite para saudar o dia.
  • É o apelo que aqui lhe dirigimos,
  • Na certeza do seu acolhimento
  • Juntada desta aos autos nós pedimos
  • E pedimos, enfim, deferimento.

O juiz Roberto Pessoa de Sousa, por sua vez, despachou utilizando a mesma linguagem do poeta Ronaldo Cunha LIma: o verso popular.


  • Recebo a petição escrita em verso
  • E, despachando-a sem autuação,
  • Verbero o ato vil, rude e perverso,
  • Que prende, no Cartório, um violão.
  • Emudecer a prima e o bordão,
  • Nos confins de um arquivo, em sombra imerso,
  • É desumana e vil destruição
  • De tudo que há de belo no universo.
  • Que seja Sol, ainda que a desoras,
  • E volte á rua, em vida transviada,
  • Num esbanjar de lágrimas sonoras.
  • Se grato for, acaso ao que lhe fiz,
  • Noite de luz, plena madrugada,
  • Venha tocar á porta do Juiz.

ALMAS IGUAIS.


© Adelmario Sampaio - 2004

Deus não separa duas almas iguais...

Nesse momento dramático eu me lembro dele com a ternura do primeiro instante quando me encontrou no caminho, e disse sem mais nem menos:

- Quem é você menina?

- Sou uma menina só – eu respondi e ele partiu, mas deixou comigo a sua voz e a sua saudade ficou fazendo morada no viver dos meus dias...

Outro dia quando ia passando não falamos um com o outro, mas seus olhos encontraram os meus e no silêncio do seu coração perguntou novamente quem eu era, e sem saber porque (também no silêncio do meu), eu disse que era uma menina que vivia só, mas que na minha solidão andava acompanhada de quem era o possuidor dos meus pensamentos...

Então ele me olhou mais uma vez no seu silêncio, e percebi uma chama em seus olhos e vi muito bem o exato momento em que se abriram seus lábios tímidos, e deles ouvi quando as primeiras palavras de fogo que ainda queimam meu coração foram pronunciadas:

- Também sou assim como você... Também tenho alguém que povoa o mesmo espaço dos pés da minha alma, e também faz morada nesse lugar... E andamos juntos porque nossos pés seguem o mesmo destino que nossas almas têm no mesmo endereço...

Havia no silêncio de cada alma o segredo de quem é que o outro se referia...

Não dissemos mais nada... Nem ao menos nos despedimos e caminhamos cada qual para seu caminho... Mas quando o fizemos vimos que andávamos para o mesmo lado, e quando andamos um pouco mais percebemos que nossas almas iam para o mesmo lugar... Então eu perguntei no meu constrangimento aonde ele ia, e ele pronunciou a mesma pergunta no mesmo espaço de tempo. E no instante seguinte (também no mesmo espaço) olhamos um no olho do outro, e rimos o um riso igual, como se um lábio fosse o reflexo do outro no prenúncio do primeiro beijo... Depois calamos a mesma palavra, e calados as asas dos nossos pensamentos caminharam o mesmo caminho, até que vimos anos mais tarde que as nossas almas eram parecidas em tudo. E elas falaram a mesma língua e fizeram os mesmos gestos, e tomaram o mesmo espaço físico do tempo...

A minha dentro da dele e a dele dentro de mim como num gozo celeste...

Mas os anos passam... E a vida passa... E hoje eu o olho aqui deitado... Uma dor e uma alegria ainda povoam meu coração, e quando penso numa, a outra me consola porque nas almas ainda somos um, e os nossos caminhos não podem ser separados porque sabemos mais que ninguém que Deus não separa duas almas iguais...

Há um pouco de desespero à nossa volta... Nossos filhos choram. As noras e netos olham como sem entender o que se passa...

Ouço a sua voz aqui dentro perguntando: “Quem é você, menina?”.

Eu ergo a minha mão devagar pra que ninguém veja meu gesto, e calo a minha voz mais uma vez diante dele, e digo aqui dentro do peito:

“Não meu amado, não posso voltar a ser jamais a menina só que um dia você encontrou no caminho... Irei com você por onde quer que andarem os seus pés, porque a minha alma só caminha pelo teu caminho e meu coração só tem repouso onde estiver o teu.”

Então meu filho mais velho chegou e me abraçou e disse:

- Está na hora, mãe... Não quer tomar um calmante?...

- Não filho – eu respondi. – O que me acalma é lembrar que todos os  dias, passados e vindouros, o amor não morre...

Meu filho olhou meu rosto, e parecendo entender sorriu levemente. Vi no seu sorriso o espelho do que falo. E apesar de tudo, mais uma vez meu coração ficou em paz, porque ela só é encontrada no amor...

(Presente da Aurea Manchini)