sexta-feira, 31 de maio de 2013

TE AMO

Te Amo
© Gena Maria

Te amo quando me olhas com aquele jeitinho só teu...
Te amo quando me pegas pelas mãos e saímos,
para fazer um programa.

Te amo quando estamos entre pessoas...
Te amo quando me beijas...
Quando me fazes tremer de prazer
e abraçadinhos dormimos.

Te amo quando acordo e te vejo ao meu lado
tão indefeso, dormindo e sonhando.

Te amo até quando brigamos e digo que não amo!
Te amo na minha saudade
quando longe estás.

Te amo quando fazemos as pazes e me enches,
de carinhos e beijos.
Te amo mais ainda quando penso que posso
te perder...

Te amo de todas as formas...
Mas a que mais amo, é a que me faz ter certeza
que teu amor é só meu.

Te amo ao pensar na insignificância de meu ser
se um dia te perder.
Amo esta fraqueza, este medo, esta insegurança.
Penso que amo até, a infeliz...
que seria se não o tivesse ao meu lado!

Enfim, te amo mais que ontem e, bem menos
que amanhã.
Amo tuas rugas em volta dos olhos, pois elas são
seqüelas de teu lindo sorriso.
Amo teus dentes, teus cabelos grisalhos.
Amo teu corpo inteiro, lindo envoltório...
da pessoa mais íntegra que conheci.

Te amo e não sei dizer o que amo mais.
Talvez, seja a certeza que nunca vais me deixar.
Mas se isto acontecesse, eu te digo:
Te amaria mesmo assim!!!

Marília-SP

ADEUS

ADEUS
®Gena Maria

Foi simplesmente assim
Você chegou e me disse adeus!
Tanto amor, longos anos e hoje
Simplesmente adeus!
Você partiu, me deixou, fiquei só
Sem você em meu corpo
Mas, por inteiro em minha mente!

Não se apaga um amor
grande como o nosso
com um simples adeus
Temos marcas profundas
muitas cicatrizes de amor e dor
que o tempo nos fez.

Foi muito amor, também muita dor
Quem ama sofre, mas pode ser feliz!
Nós vivemos as duas coisas:
Felizes, por tanto nos querer
Machucados, por não podermos amar.

Você se cansou, não de mim nem de nós
mas do que a vida fez
da peça que o destino nos preparou
sermos um do outro, o primeiro amor
e não podermos ser um do outro,
para sempre!

Hoje sofremos, mas fizemos
como disse o poeta:
"que não seja eterno posto que é chama
mas que seja infinito enquanto dure"

Marília-SP

sábado, 4 de maio de 2013

SAUDADES - CLARICE LISPECTOR

Saudades

Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,
eu sinto saudades...

Sinto saudades de amigos que nunca mais vi,
de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...

Sinto saudades da minha infância,
do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...

Sinto saudades do presente,
que não aproveitei de todo,
lembrando do passado
e apostando no futuro...

Sinto saudades do futuro,
que se idealizado,
provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...

Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei!
De quem disse que viria
e nem apareceu;
de quem apareceu correndo,
sem me conhecer direito,
de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.

Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!

Daqueles que não tiveram
como me dizer adeus;
de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!

Sinto saudades de coisas que tive
e de outras que não tive
mas quis muito ter!

Sinto saudades de coisas
que nem sei se existiram.

Sinto saudades de coisas sérias,
de coisas hilariantes,
de casos, de experiências...

Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia
e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!

Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!

Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,

Sinto saudades das coisas que vivi
e das que deixei passar,
sem curtir na totalidade.

Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que...
não sei onde...
para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...

Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades
Em japonês, em russo,
em italiano, em inglês...
mas que minha saudade,
por eu ter nascido no Brasil,
só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.

Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria,
espontaneamente quando
estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor...
declarar sentimentos fortes...
seja lá em que lugar do mundo estejamos.

Eu acredito que um simples
"I miss you"
ou seja lá
como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.

Talvez não exprima corretamente
a imensa falta
que sentimos de coisas
ou pessoas queridas.

E é por isso que eu tenho mais saudades...
Porque encontrei uma palavra
para usar todas as vezes
em que sinto este aperto no peito,
meio nostálgico, meio gostoso,
mas que funciona melhor
do que um sinal vital
quando se quer falar de vida
e de sentimentos.

Ela é a prova inequívoca
de que somos sensíveis!
De que amamos muito
o que tivemos
e lamentamos as coisas boas
que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

UM DIA EU AMEI DEMAIS


Um dia eu te amei demais, mas você não quis saber.Eu sofri bastante, chorei demais… O tempo passou e aquele amor todo foi diminuindo ate quase sumir o que sobrou dele era bem pequeno, quase não se dava pra perceber que ele ainda existia e foi ai que eu te deixei e segui sem você. Achei que havia esquecido, mas fui estupida demais.. Eu ja devia saber o bastante sobre perdas pra entender que nunca esquecemos as pessoas, apenas nos acostumamos com o buraco enorme deixado por quem perdemos. Mas um dia você voltou e voltou como se nada tivesse acontecido. Você voltou na hora que quis, no momento que quis e querendo o mesmo amor sem me perguntar se ele ainda existia e se você quer saber ele existe sim, e voltou com todo o gás. Aquelas borboletas no estomago ao te ver, a timidez repentina, o sorriso desajeitado, tudo isso me deixou tao confusa. Eu não posso errar de novo, me iludir de novo, então por favor, não deixa esse amor morrer em mim outra vez. Você voltou, revirou tudo.

VOCÊ - Roberto Carlos

Você
Roberto Carlos

Você, que tanto tempo faz,
Você que eu não conheço mais
Você, que um dia eu amei demais
Você, que ontem me sufocou
De amor e de felicidade
Hoje me sufoca de saudade
Você, que já não diz pra mim
As coisas que eu preciso ouvir
Você, que até hoje eu não esqueci
Você que, eu tento me enganar
Dizendo que tudo passou
Na realidade, aqui em mim
Você ficou
Você que eu não encontro mais
Os beijos que já não lhe dou
Fui tanto pra você
E hoje nada sou

OLHOS ENCANTADOS

Peço que infinitamente sonhe...
Aqueles sonhos que nos tiram o fôlego,
que incendeiam a alma,
que cativam o coração!

O sofrimento é opcional!
Na proporção desejada,
ou pela culpa de sermos tão felizes,
ou pela incompletibilidade do nosso existir!

Que sejamos cegos
para aquilo que nos magoa!

Cada instante voa...
Leva consigo imensos pedaços de nós...
Não quero correr!
Não tenho pressa...
Quero ter o vislumbre de uma criança!
Abrir meus olhos encantados diante do mundo,
e me surpreender com cada nova descoberta

(Suellen Verçosa)

domingo, 6 de janeiro de 2013

PALAVRAS SILVANA DUBOC


Palavras

Se me disseres que me amas, acreditarei,
mas se escreveres que me amas,
acreditarei ainda mais.
Se me falares da tua saudade, entenderei,
mas se escreveres sobre ela,
sentirei junto contigo.
Se a tristeza vier a te consumir e me contares, eu saberei,
mas se a descreveres no papel, o seu peso será menor.

... e assim são as palavras escritas;
possuem um magnetismo especial,
libertam, acalantam, invocam emoções.
Elas possuem a capacidade de em poucos minutos
cruzar mares, saltar montanhas,
atravessar desertos intocáveis.
Muitas vezes perde-se o autor,
mas a mensagem sobrevive ao tempo,
atravessando séculos e gerações.
Elas marcam um momento que será eternamente
revivido por todos aqueles que a lerem.

Faça amor com as palavras, mate saudades, peça perdão,
aproxime-se, recupere o tempo perdido, insinue-se,
alegre alguém, dê simplesmente um bom dia,
faça um carinho especial.
Use-a a todo instante, de todas as maneiras;
sua força é imensurável.
Não esqueça que quem escreve,
constrói um castelo,
e quem lê, passa a habitá-lo.