quarta-feira, 20 de outubro de 2010

VIVIAN - mulher guerreira - poetisa sem igual


Vivian...que dia da semana é hoje?

- Vivian...eu já tomei banho?

- Vivian...onde eu estou?

- Ai que delícia estava esta comida!
eu já almocei?

- Vivian...hoje é domingo ou quarta-feira?

- Vivian...o quê aconteceu comigo?

- Vivian...nós estamos na cidade
ou no litoral?

- Ah Vivian...
"eu não sei o que seria da minha vida
sem você, este anjo guardador que
com sua simples presença ilumina
minha alma e dissipa todos os
meu medos."


...para quem não sabe, este é
o dia a dia do meu marido
depois do AVC!

O QUE VOCE FARIA?


O que você faria,
Se eu te pedisse para ficar?
O que você faria,
Se eu te pedisse para me amar?
O que você faria?
Se eu te dissesse...
Fique comigo e não olhe para trás?
O que você faria?
Arriscaria tudo por mim?
Me amaria até o fim?
(Solbarreto)

Eu já lhe disse como é bom ser eu
Quando eu estou em você?
- Addicted - Enrique Iglesias -

Talvez eu esteja viciado

Estou fora do controle
Mas você é a droga
Que me mantêm vivo
- Addicted - Enrique Iglesias -

terça-feira, 19 de outubro de 2010

COM OLHOS DE VER!


A isto que eu chamo olhar o mundo
com olhos de ver!

...quão distraídos andamos pela vida,
sem nos dar conta das belezas tão
simples, e o melhor...gratuítas
em cada amanhecer!

você já olhou a natureza hoje?

já olhou para o alto das árvores que estão
todas preparando-se para explodir seus
brotos trazendo ao mundo o verde das
clorofilas e das esperanças, estas
que nos ajudam a viver?

...pense nisso

ou melhor...olhe para a natureza,
como um filho olha para a mãe,
e ela sorrirá pra você...

SEMEAR E COLHER


Semeia flores na tua estrada
e terás assim um caminho
em eterna primavera!

SEMINÁRIO PARA CASAIS


Durante um seminário para casais,

perguntaram à uma das esposas:


- 'Seu marido a faz feliz?
Ele a faz feliz de verdade?'


Neste momento, o marido levantou seu pescoço,
demonstrando total segurança.


Ele sabia que a sua esposa diria que sim, pois ela
jamais havia reclamado de algo durante
o casamento.


Todavia, sua esposa respondeu a pergunta com
um sonoro 'NÃO', daqueles bem redondos!


- 'Não, o meu marido não me faz feliz'!


(Neste momento o marido já procurava
a porta de saída mais próxima).


- 'Meu marido nunca me fez feliz
e não me faz feliz!


Eu sou feliz'.


E continuou:


- 'O fato de eu ser feliz ou não, não
depende dele; e sim de mim.


Eu sou a única pessoa da qual depende
a minha felicidade.


Eu determino ser feliz em cada situação e
em cada momento da minha vida, pois
se a minha felicidade dependesse de
alguma pessoa, coisa ou circunstância
sobre a face da Terra, eu estaria com
sérios problemas.


Para garantirmos nossa felicidade, é fundamental
que sejamos o piloto de nossa própria aeronave.


Não deixe o comando da sua, nas mãos ou
sob a responsabilidade de outro alguém...


SER FELIZ é uma opção!



Pense...
Postado por Vivian às 00:54 29 comentários

AS MÃES NÃO DEVERIAM MORRER


amiga perdeu a mãe, de repente. A notícia me alcançou por e-mail, agora que a internet deixou o mundo pequeno. Estou longe, mas também aqui, neste lugar sem distância que é o mundo virtual. Mas com tempo veloz, em que uma hora pode ser um pretérito definitivo na disputa pela supremacia dos segundos. Como era antes, quando as notícias levavam meses para chegar e o mundo sobre o qual falavam já tinha inteiro se transmutado, quando as cartas eram sempre um retrato do passado? Agora tudo é agora. E os tempos se confundem de outro modo. Mas se confundem.

Senti tanto o desamparo da minha amiga,porque sei que as mães não deveriam morrer. Na mesma noite sonhei com meus mortos. Meu avô sentava-se com minha avó ao redor da mesa da cozinha como antes e como nunca, porque meu avô sabia que minha avó tinha morrido e eu sabia que meu avô tinha morrido uns 20 anos depois dela. E uma quarta pessoa, desconhecida de todos nós reunidos naquela cozinha, sabia que eu também já tinha morrido, numa outra época que ainda não chegou para mim. Mas comíamos bolinhos de chuva naquela mesa porque compreendíamos que, no curto espaço de existência, neste soluço entre o nascimento e a morte que pertence a cada um de nós, nem os sonhos devem ser desperdiçados. E ali, enquanto eu dormia num quarto de hotel, éramos uma impossibilidade lógica que conversava e que ria.

Quando perdemos alguém que amamos, a dor é tão extravagante que nos come vivos, como se fosse uma daquelas formigas africanas que vemos nos documentários da National Geographic. A dor está lá quando acordamos. Continua lá quando respiramos. Nos espreita do espelho diante do qual escovamos os dentes pela manhã com um braço que pesa uma tonelada. E, quando por um instante nos distraímos, crava seus dentes bem no coração. Neste longo momento depois da perda, sabemos mais dos buracos negros do que os astrônomos porque carregamos um dentro de nós. E arrancamos cada dia nosso do interior de sua boca ávida, com uma força que não temos, para que não nos sugue de dentro para dentro.

Devagar, bem devagar, muito mais devagar do que o mundo lá fora nos exige, o vazio vai virando uma outra coisa. Uma que nos permite viver. Descobrimos que nossos mortos nos habitam, fazem parte de nós, correm em nossas veias fundidos a hemácias e leucócitos. Que suas histórias estão misturadas com as nossas, que seus desejos se deixaram em nós. Que, de certo modo, somos muita gente, multidão. Como também nós seremos em muita gente, deixando, em cada um, ecos de diferentes decibéis e intensidades. Acolhemos então aquele que nos falta de uma forma que nunca mais nos deixará. Como saudade. E como saudade não poderá mais partir.

Somada, a vida humana é um rio barulhento de memórias no leito do tempo. Enquanto outras espécies sabem, sem que ninguém tenha ensinado, que precisam voar para o sul para não sucumbir no inverno ou que devem escalar dezenas de metros de uma árvore em busca da fêmea para se acasalar num momento preciso, nós perpetuamos lembranças. Não é uma intuição prática, no sentido ordinário do termo. Mas é tão vital quanto o acasalamento ou a fuga do inverno.

Quem não entende isso acha que, quando doamos as roupas e os objetos de quem amamos e se foi ou deixamos de chorar no cemitério, superamos a perda. Não acredito que exista superação no sentido do esquecimento. O que acontece é que compreendemos que aquela pessoa não estará mais no mundo externo, não pertence mais a ele. Mas também não é mais um vazio que grita como nos primeiros meses, às vezes anos. Ela agora mora no mundo de dentro, vive como memória nossa, em nós. E assim não está mais morta, mas viva de um outro jeito. É o que me ensina João, o homem que divide comigo a aventura arriscada de viver. De luto por sua própria mãe, percebo que a carrega nos olhos quando se maravilha com a novidade do mundo.

Ele me ensina que a vida dos mortos em nós não é possessão nem fantasma. Nem é morte. O mórbido é quando não conseguimos dar um lugar vivo para o morto. Então a memória fica pregada naquele momento de horror e a vida se torna impossível, porque a existência não é água parada, mas rio que corre. Acontece quando alguém, pelos mais variados motivos, não consegue fazer o luto e dar um lugar de saudade para a dor. Quando nos fixamos, num dogma ou numa falta, partes importantes de nós gangrenam. Mas quando os mortos se acomodam em nós como lembrança que muda segundo o viver de quem vive, tudo flui. Se há algo que a vida é em essência é movimento. E o luto é um movimento que reabre as portas para a vida ao romper com a rigidez da morte em nós. Por isso, para o luto não pode haver pressa, porque é grande e largo o gesto que temos de fazer acima e apesar do horror que nos atinge até mesmo em partes que nem sabíamos que existiam.

Quando perdeu a mãe, João compreendeu por completo a poesia que Carlos Drummond de Andrade escreveu para a poeta Ana Cristina Cesar, que se suicidou aos 31 anos atirando-se pela janela do 13° andar. Ela fala da diferença entre falta e ausência. “Por muito tempo achei que a ausência é falta. E lastimava, ignorante, a falta. Hoje não a lastimo. Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim. E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.” É isso. A ausência não é falta. Ou, dito de outro modo, a falta nos come vivos. A ausência, por paradoxal que pareça, nos preenche.

Há um filme de extraordinária beleza sobre a perda, a saudade e o lugar dos mortos em nós. Chama-se “Hanami – Cerejeiras em flor” (Doris Dörrie, 2008 – Alemanha/França). Passou nos cinemas, ainda resiste numa sala ou outra, mas já assisti ao filme na TV por assinatura. Se você encontrar este nome na programação, não deixe de ver. Feche as cortinas, proteja-se do barulho da rua, programe-se para algo especial. O filme conta a história de um homem que não gosta de sair da rotina em sua viagem mais longa e menos previsível. Ele parte em busca de sua mulher e só a encontra quando descobre que ela está dentro dele, nos gestos dele, no corpo e nos olhos que ele empresta a ela. É um filme sobre a morte que nos leva ao único lugar onde vale a pena chegar, à vida.

Quando sofremos uma grande perda ou somos abalroados por uma catástrofe pessoal de outro gênero, as pessoas dizem, para nos consolar e com as melhores intenções, que tudo passa. Acho que, na verdade, nada passa. A frase mais precisa seria que tudo muda. Também nós que aqui estamos como matéria um dia seremos apenas eco. Tanto pelas nossas células que alimentam e se agregam a outros seres vivos a partir da decomposição de nosso corpo como pelas histórias que transmitimos e permanecem além de nós. Aquela que fui ontem já mudou, a ruga que há um ano não existia agora é visível na pálpebra direita, minha percepção do mundo não é mais exatamente a mesma do mês passado, alterada por novas experiências que me alargaram. De certo modo, nascemos e morremos tantas vezes até o fim da vida. E é este o movimento que importa.

Queria dizer isso à amiga que perdeu a mãe de repente. Mas agora minha amiga ouve, mas não pode escutar. A dor a está comendo viva como as formigas africanas. Tudo é horror e absoluto. Mas com o tempo, um período só dela e que não pode ser determinado em parte alguma nem por ninguém, minha amiga vai começar a perceber que a mãe é uma ausência presente no formato das suas unhas, num certo jeito de mexer a cabeça quando fala, na tonalidade rara dos olhos. Está nas palavras e nas histórias que conversam dentro dela, na mitologia familiar que se perpetua, nos sons da memória. E então poderá reencontrar a mãe dentro dela. E levá-la para passear.

E, num dia que sempre chega, viverão as duas como história, como cacos de lembranças encaixados em diferentes rearranjos de vitrais, na vida dos que vieram depois. É pouco, talvez. É tudo o que temos.


(Eliane Brum escreve às segundas-feiras.)

AO OUVIR SEU CORAÇÃO


Ao ouvir seu coração, preste atenção ao recado,
pode ser que você tenha deixado de lado,
atitudes que valorizam a sua própria vida,
empurrando o destino para outras mãos,
abrindo caminho para o sofrer.

O coração responde de maneira discreta,
diferente da razão que grita e ordena,
o coração permite nossas viagens,
a construção de sonhos e até de castelos na areia,
porque sabe que muitos precisam dessa chama dos sonhos,
mesmo que as ondas venham derrubar o castelo,
ainda assim, resta a imagem do que é a felicidade.

Todos que experimentam, mesmo que por apenas um dia,
o amor e a conquista de um sonho, jamais esquecem,
é como doce que comemos na infância, é suave lembrança,
é meta que vira objetivo, é caminho que forma o destino.

Por isso, ao ouvir seu coração, preste atenção,
ele pode querer dizer: ame com paixão,
viva com intensidade, respeite-se sempre,
mas, nunca deixe de sonhar e acreditar,
sempre é tempo de recomeçar,
e ser feliz...

**Paulo Gaefke