segunda-feira, 4 de agosto de 2008

OUTRO TIPO DE MULHER NUA....



Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. Nunca vi tanta mulher nua. Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas.

O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê? Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos. Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.

Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso. É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história. É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente. Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.

Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana. Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em que sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais. Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo. - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.

Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.

Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior. Mas é o que devemos continuar fazendo. Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.

© Martha Medeiros

(Presente de Saramar)

sexta-feira, 1 de agosto de 2008

LEMBRANÇAS DO PRIMEIRO AMOR



 O amor do meu tempo era um amor diferente...
Não era um sentimento de "ficar", era de "estar"... sem preocupações de que o amanha viria.
Não havia esse medo de envolvimento. Havia apenas o "sentir" absoluto em todas suas formas.

Tive meu primeiro namorado com 19 anos. Digo, o "real" namorado mesmo, aquele de marcar encontro, de sair, ir ao cinema, de falar ao telefone por horas.
O primeiro dia dos namorados que passamos juntos, ele veio com uma enorme caixa... dentro tinha uma flor branca (somente uma), e um vidrinho de perfume pequeno (que mais tarde soube ter sido roubado de sua tia). Valeu o roubo. O perfume era francês e inesquecível.

Com ele tive meu primeiro beijo, que na verdade, não foi tão marcante assim. Talvez porque eu não tivesse por ele um verdadeiro sentimento de um primeiro amor.

Meu primeiro amor eu tive com 21 anos.
Encontrei-o num Baile. Cabelos claros, um sorriso iluminado, aproximou-se de mim e me tirou para dançar. Eu estava com um vestido verde comprido de cetim. Lembro que ele me apelidou de "Princesa de Verde"...
Com ele tive dias sucessivos de emoções. Talvez porque dentro de mim eu o via como aquele Príncipe Encantado que temos na imaginação.
Mas ele era diferente. Muito diferente dos tradicionais. Sempre dizia frases inesperadas, e fazia a vida nada rotineira.
Muito inteligente, sensível, mas uma sensibilidade diferente. Não gostava muito de mostra-la em palavras. Mas seus gestos sempre diziam.
Foi um namoro assim de "idas" e "vindas", mas com momentos muito intensos.
Embora eu tivesse 21 anos na época, eu era muito inocente. Sempre estava a beber suas palavras e a fazer poesias. A sonhar com o próximo encontro.

Não me lembro especialmente de nenhum dia dos namorados com ele. Mas posso dizer que todos os dias que ficamos juntos foi de uma surpresa inusitada, e para mim, um sentimento único, que hoje se tornou uma bonita recordação.

GARÇA REAL


Fátima Seehagen : garça real
Aprendi que se aprende errando
Que crescer não significa fazer aniversário.
Que o silêncio é a melhor resposta, quando se ouve uma bobagem.
Que trabalhar significa não só ganhar dinheiro.
Que amigos a gente conquista mostrando o que somos.
Que os verdadeiros amigos sempre ficam com você até o fim.
Que a maldade se esconde atrás de uma bela face.
Que não se espera a felicidade chegar, mas se procura por ela
Que quando penso saber de tudo ainda não aprendi nada
Que a Natureza é a coisa mais bela na Vida.
Que amar significa se dar por inteiro
Que um só dia pode ser mais importante que muitos anos.
Que se pode conversar com estrelas
Que se pode confessar com a Lua
Que se pode viajar além do infinito
Que ouvir uma palavra de carinho faz bem à saúde.
Que dar um carinho também faz...
Que sonhar é preciso
Que se deve ser criança a vida toda
Que nosso ser é livre
Que o julgamento alheio não é importante
Que o que realmente importa é a Paz interior.

"Não podemos viver apenas para nós mesmos.
Mil fibras nos conectam com outras pessoas;
e por essas fibras nossas ações vão como causas
e voltam pra nós como efeitos."

(Herman Melville)

O PRIMEIRO " I LOVE YOU "


Quando te conheci,
não tinha a noção do quanto a minha vida iria mudar...
Mas como é que eu poderia saber?
Um amor como o nosso, não acontece todos os dias,
só acontece uma vez na vida e se tivermos sorte.
Parece um milagre,
tu és tudo o que sempre sonhei,
a pessoa que eu pensava que existia
só na minha imaginação, nos meus sonhos.
Quando entraste na minha vida,
reconheci que o que eu pensava ser
felicidade, não se comparava com a alegria que agora
sinto em estar ao teu lado, em amar-te.
Tu fazes parte de tudo que sinto, e penso,
e contigo ao meu lado, acredito
que tudo seja possivel.
Agora sim, acredito que encontrei
a pessoa com quem vou dividir os meus dias,
Ontem quando olhaste nos meus olhos
e pela primeira vez disseste:
“I love you”,
fiquei com a certeza..
.

SE VOCÊ DEIXAR (Andrea Maia).


Se você deixar, serei o seu amanhecer mais sereno. O afago mais gostoso e o beijo mais suave de todas as suas manhãs.
Se você deixar, serei a imagem lembrada durante todo o seu dia. Serei a lembrança que te arranca um sorriso sutil.
Se você deixar, serei a que te espera com desejo todas as noites. A que se faz sua sem que peças...
Se você deixar, farei de minhas imperfeições seus ideais.
Se você deixar, trancarei com sete chaves seu passado mais cruel. Jogarei fora os seus e os meus erros, fazendo de nós um recomeço em paz.
Se você deixar, serei a menina que alegrará seus dias e a mulher mais sedutora que habitará suas noites.
Se você deixar, serei o desejo mais forte e o amor mais profundo.
Se você deixar serei o seu sonho realizado...
Serei simples...serei amor...serei EU!
Se você deixar...

************
Beijinhos de boa noite!!!Bom soninho!!!
Angie

A CARTA DE HUM HOMEM



Não importa o quanto pesa. É fascinante tocar, abraçar e acariciar o corpo de uma mulher. Saber seu peso não nos proporciona nenhuma emoção. Não temos a menor idéia de qual seja seu manequim. Nossa avaliação é visual. Isso quer dizer, se tem forma de guitarra... está bem. Não nos importa quanto medem em centímetros - é uma questão de proporções, não de medidas. As proporções ideais do corpo de uma mulher são: curvilíneas, cheinhas, femininas... Essa classe de corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo.

As muito magrinhas que desfilam nas passarelas seguem a tendência desenhada por estilistas que, diga-se de passagem, são todos gays, e odeiam as mulheres e com elas competem. Suas modas são muito retas e sem formas, e parecem agredir o corpo maravihoso das mulheres. Não há beleza mais irresistível na mulher do que a feminilidade e a doçura. A elegância e o bom trato são equivalentes a mil viagras.

A maquiagem foi inventada para que as mulheres a usem. Usem! Para andar de cara lavada, basta a nossa... sem graça. Os cabelos, quanto mais tratados, melhor.

As saias foram inventadas para mostrar suas magníficas pernas. Por que razão as cobrem sempre com calças longas? Para que as confundam conosco? Uma onda é uma onda, as cadeiras são cadeiras, e pronto. Se a natureza lhes deu estas formas curvilíneas, foi por alguma razão, e eu reitero: nós gostamos assim. Ocultar essas formas, é como ter o melhor sofá embalado no sótão.

É essa a lei da natureza... que todo aquele que se casa com uma modelo magra, anoréxica, bulímiaca e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila e cheia de saúde.

Entendam de uma vez! Procurem agradar a nós, e não só a vocês; porque nunca terão uma referência objetiva, do quanto são lindas e maravilhosas, dita por uma mulher. Nenhuma mulher vai reconhecer jamais, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é simplesmente linda!

As jovens são lindas... mas as de 30 para cima, são verdadeiros pratos fortes. Por Karin a Zzocco, Eva Longaria, Angelina Jolie ou Demi Moore, somos capazes de atravessar o Atlântico a nado. O corpo muda... cresce. Não podem pensar, sem ficarem psicóticas, que podem entrar no mesmo vestido que usavam aos 18. Entretanto, uma mulher de 45, que entre na roupa que usou aos 18 anos, ou tem problemas de desenvolvimento, ou está se auto-destruindo.

Nós gostamos das mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio, alegres, e que sabem controlar sua natural tendência à culpas. Ou seja, aquela que quando tem que comer, come com vontade (a dieta virá em setembro, não antes; quando tem que fazer dieta, faz dieta com vontade (não se sabota e não sofre); quando tem que ter intimidade com o parceiro, tem com vontade; quando tem que comprar algo que goste, compra; quando tem que economizar, economiza.

Algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes no ventre, algumas marcas de estrias não lhes tira a beleza. São feridas de guerra, testemunhas de que fizeram algo em suas vidas, não tiveram anos 'em formol', nem em Spa... viveram!

O corpo da mulher é a prova de que Deus existe. É o sagrado recinto da gestação de todos os homens, onde foram alimentados, ninados e nós, sem querer, as enchemos de estrias, de cesárias e demais coisas que tiveram que acontecer para estarmos vivos.

Cuidem-no!
Cuidem-se!
Amem-se!
A beleza é tudo isto. Tudo junto!

Assinado: UM HOMEM

© ANTONIO ROQUE GOBBO

ATALHOS (Martha Medeiros)


Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a g ente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.

Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se no sexo, onde a rapidez não é louvada, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.

Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.

Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.

O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.

A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.

Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, ATALHO.